02/07 - 01:00
02/07 - 20:00
03/07 - 00:00
03/07 - 04:00
03/07 - 19:00
03/07 - 19:30
02/07 - 01:00
02/07 - 20:00
03/07 - 00:00
03/07 - 04:00
03/07 - 19:00
02/07 - 20:00
03/07 - 00:00
03/07 - 04:00
03/07 - 19:00
03/07 - 19:30
02/07 - 01:00
02/07 - 20:00
03/07 - 00:00
03/07 - 04:00
03/07 - 19:00
O local de realização da final da Taça de Portugal tem sido motivo de muita discussão e discórdia. Por um lado, a defesa de um local mítico, onde se diz existir uma sensação diferente e, por outro lado, a alegação de que o estádio da final deveria ser definido depois de conhecidos os finalistas, à semelhança do que se passa noutros países. Pessoalmente, sou favorável à segunda versão, uma vez que responde de modo mais realista às dificuldades económicas que as pessoas sentem na atualidade e evita deslocações desnecessárias e sem justificação.
O estádio nacional está obsoleto e não oferece as condições de outros estádios mais modernos do país. Se existisse em Portugal um estádio à semelhança de Wembley, em Inglaterra, onde se disputam finais ou fases finais, além de ser a casa dos jogos da seleção, eu até poderia concordar, uma vez que as condições oferecidas são de excelência. Contudo, em Portugal nenhuma dessas condições se verifica e nem mesmo a seleção joga naquele local, por se perceber que há escolhas claramente mais recomendadas, em função das condições proporcionadas aos adeptos e às equipas.
Esta teimosia de querer manter o estádio do Jamor para a realização da final baseia-se num centralismo bacoco que ainda existe, que favorece em larga escala as equipas de Lisboa, mais concretamente Benfica e Sporting.
Esta edição da Taça de Portugal, que se disputa entre FC Porto e SC Braga, obriga a fazer várias centenas de quilómetros os adeptos de ambos os clubes, quando os estádios de Guimarães, Aveiro ou Coimbra seriam claramente melhores opções. A logística de deslocação em autocarros é bastante complicada, uma vez que a legislação atual implica a existência de dois motoristas por cada veículo, de modo a cumprir as exigências legalmente previstas, situação que se agrava com o facto de as duas equipas serem do Norte.
Além do local, também o dia não faz grande sentido, uma vez que a final poderia perfeitamente ser no sábado, em vez de domingo, o que permitiria a celebração da conquista por parte dos vencedores sem a preocupação de, no dia seguinte, ser tempo laboral na maioria dos casos.
A atual temporada leva o SC Braga ao Jamor por três vezes num curto espaço de tempo. Assim, depois de a equipa feminina ter perdido a final para o Famalicão, noutro jogo que se recomendava uma escolha diferente e de distância mais curta, como o estádio de Barcelos, por exemplo, existe a final masculina, já analisada acima, e ainda a final de Sub 23, da Taça Revelação, em que os bracarenses irão defrontar o Estoril, pela terceira vez consecutiva, em busca de um título inédito.
Esta final favorece o Estoril em termos de distância, desequilibra a criação de condições para a presença de adeptos, ainda por cima sendo disputada a meio da semana, e podia ser uma oportunidade de levar o jogo decisivo a uma localidade mais interior, que fosse equidistante para os dois clubes envolvidos.
Pelo exposto, penso estar mais do que na altura de as entidades responsáveis analisarem esta situação, em que a maioria dos clubes, prejudicados pela escolha habitual, manifeste a sua discórdia sobre este modelo em vigor. É preciso uma análise reflexiva, feita com lucidez, de modo a facilitar a ida das pessoas aos estádios, que no caso das finais requer a reformulação do modelo existente.
Por vezes, os responsáveis pelas decisões deveriam sentir na pele as dificuldades que sente o adepto comum e, se isso acontecesse, acredito que as suas preocupações seriam outras, mais facilitadoras.