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O SC Braga iniciou em Portugal a preparação da nova época e no estágio realizado em terras austríacas continuou o seu processo evolutivo, regressando ao nosso país depois desta etapa no estrangeiro. A fotografia do novo plantel de Carlos Vicens ainda se encontra com pouca nitidez, no que aos contornos definitivos diz respeito. Contudo, aos poucos o esboço inicial caminha para um desenho final que seja capaz de dar garantias ao novo treinador e de responder ao desejo imenso dos adeptos braguistas, de verem construir uma equipa que seja capaz de tratar bem a bola e de a manter em sua posse mais tempo que os adversários, ficando assim mais próxima do sucesso.
Os treinos diários vão chegando, dentro do possível, à Legião através da NEXT, o que vai permitindo um certo acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos. Além de imagens, lúdicas e de intens trabalho, também têm chegado aos braguistas pequenas entrevistas feitas aos jogadores brácaros. O primeiro duelo aconteceu na Cidade Desportiva frente ao Paços de Ferreira e acabou com o triunfo do SC Braga, pela diferença mínima, com Fran Navarro a ser capaz de bater o antigo arsenalista Marafona, que regressou por momentos a uma casa que tão bem conhece, num jogo de duração mais curta por determinação dos responsáveis. A baliza brácara terminou esta diferenciada sessão de trabalho com uma clean sheet, que se espera ver repetido muitas vezes ao longo da temporada.
A Áustria foi palco de mais dois jogos e diversas sessões de trabalho, sob a liderança do espanhol Vicens e a sua equipa técnica. O primeiro desses dois duelos aconteceu frente ao europeu Wolfsberger AC, que terminou a época anterior na terceira posição, a escassos três pontos do campeão austríaco. Os brácaros venceram por 2x0, com João Marques e Ricardo Horta a competirem ao nível da beleza nos golos que marcaram e decidiram o resultado. Estava, também, conseguido a segunda clean sheet nos jogos realizados. A forma pressionante do SC Braga no jogo e a sua disposição em campo revelam alterações consideráveis a introduzir, que vão exigir muito dos jogadores a nível individual, mas também muito trabalho de equipa, sempre com prevalência coletiva. Este já foi um desafio de maior envergadura que o anterior e a resposta foi positiva.
O terceiro encontro particular, ainda na Áustria, aconteceu frente aos gregos do Panathinaikos, orientados pelo português Rui Vitória. Subiu de patamar o nível de dificuldade e a resposta voltou a agradar, ainda que tenha mostrado que existe muito trabalho por realizar, que seja capaz de diminuir os momentos que possam expor a equipa bracarense a algum dissabor, a partir de erros individuais ou de menor articulação na evolução que se vai notando no processo que constitui a pré-época. Recorde- se que os gregos terminaram o campeonato em segundo lugar e vão disputar as competições europeias na temporada que agora começa. Factualmente estes gregos apresentaram dificuldades superiores aos dois adversários precedentes e a resposta voltou a ser positiva, apesar a equipa ter sofrido o primeiro golo da temporada, que surgiu em resposta aos tentos de Ricardo Horta e El Ouazzani. Houve um período a seguir ao golo grego em que o SC Braga esteve menos tempo com bola, no qual foi possível retirar algumas notas sobre alguns aspetos que urge corrigir. Mesmo assim, as duas chances mais flagrantes até final foram dos Gverreiros do Minho, que desse modo passaram ao lado de uma goleada.
A etapa preparatória da Áustria está a chegar ao fim e o regresso a Portugal vai permitir a realização intramuros de mais dois encontros, sendo um a meio da semana frente ao Moreirense e outro no próximo sábado frente ao Celta de Vigo, a culminar mais um “SC Braga Day”, que encherá as imediações da Pedreira de braguismo ao longo do dia. Será, por certo, mais uma oportunidade de aproximar a cidade de Braga ao seu mais ilustre embaixador pelo mundo fora. A equipa da Galiza, que está de regresso às competições europeias, será um oponente de maior monta para o conjunto brácaro, a anteceder a estreia nas eliminatórias de acesso às competições europeias, desejavelmente na Liga Europa. Curiosamente, existe a possibilidade teórica de os galegos serem adversários dos arsenalistas na fase regular, algo que por certo agradaria ao universo braguista, dada a proximidade existente entre as duas cidades.
Espero que se vão anotando os pontos fortes e os pontos fracos observados, com vista à estabilização dos primeiros e à melhoria dos segundos, de modo a que a nova época possa representar um período de sucesso do SC Braga.