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    António Costa
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    O sítio dos Gverreiros
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    Cair e levantar

    2025/02/28
    E0
    "O sítio dos Gverreiros” é uma coluna de opinião de assuntos relativos ao SC Braga, na perspetiva de um olhar de adepto braguista, com o sentido crítico necessário, em busca de uma verdade externa ao sistema.

    O SC Braga perdeu o objetivo de chegar à final da Taça de Portugal, depois de ser eliminado pelo Benfica no Estádio da Luz, num duelo que mereceu uma preparação diferenciada por parte das águias que ainda tinham bem presente nas suas memórias a recente vitória bracarense no seu reduto, em jogo a contar para a liga portuguesa.

    O encontro dos quartos de final da Taça de Portugal começou a ser preparado nos dias antecedentes ao duelo. Quando li o comunicado do SL Benfica com críticas à arbitragem que o Sporting CP tivera na Vila das Aves pensei logo que começava ali a pressão sobre as arbitragens vindouras para o clube da águia. Recordo que os leões também tinham preparado, previamente, o jogo contra os avenses, através de uma espécie de entrevista do seu presidente ao canal do próprio clube que funcionava como forma de pressionar as arbitragens seguintes. Isto é algo inaceitável que, infelizmente, funciona em Portugal porque o sistema permite, pois se houvesse castigo sempre que um clube ousasse fazer este tipo de pressão as coisas ficariam mais fáceis para as equipas de arbitragem. É consensual que sob pressão as coisas se tornam claramente mais complicadas em qualquer vertente das nossas vidas.

    A nomeação de João Pinheiro para dirigir o jogo entre SL Benfica e SC Braga foi uma imprudência, sem estar em causa a sua competência, pois existiam nomes que garantiam um trabalho mais isento de suspeição, face à aparente preferência clubística do árbitro. Este em qualquer estádio dava “garantias” de um trabalho que prejudicasse o SC Braga, situação que se agravou pelo facto de os benfiquistas jogarem no seu estádio. Infelizmente, esta não é apenas uma opinião minha, mas de muita gente que opinou sobre o trabalho de João Pinheiro e de quem o acompanhou. Há factos que sustentam o que escrevo, como o lance sobre de Otamendi sobre Paulo Oliveira na área das águias, que seria livre indireto, se comprovadamente não houvesse toque, ou penálti, se fosse visível o toque no jogador brácaro, ou o lance de António Silva sobre Fran Navarro, que daria grande penalidade a favor dos bracarenses, ou, ainda, o lance em que Belotti deveria ter visto cartão vermelho por uma cotovelada dada em Bambu, em pleno período de tempo adicional extra concedido. Estes lances, em especial os dois últimos, podiam ter escapado em tempo real, mas deveriam ter merecido o alerta do VAR dada a sua clareza, o que não deixa o juiz da partida isolado no mau desempenho observado. Houve outros equívocos do árbitro ao longo da partida, que me levam a atribuir uma avaliação global negativa a todos os elementos que integraram a equipa de arbitragem do encontro da luz.

    Sobre o jogo, devo referir que o primeiro tempo teve uma espécie de falta de comparência do SC Braga e uma supremacia do SL Benfica, pelo que a vantagem ao intervalo era ajustada. O segundo período teve ajustamentos de Carlos Carvalhal que fizeram crescer a equipa, tendo-a colocado na luta pelo apuramento até ao último lance, para isso tendo contribuído bastante a exibição do menino Lukas Hornicek na baliza, onde pareceu um adulto com muita competência, tanto a defender como a analisar o encontro num português tão fluído que faz corar de vergonha alguns estrangeiros que residem em Portugal há mais tempo do que ele. Cresce a cada jogo que passa este jovem gigante da baliza arsenalista.

    Para a história fica a eliminação brácara, com um golo do grego Pavlidis a fazer a diferença, fazendo cair o SC Braga, que agora se deve levantar para prosseguir a liga portuguesa, onde ainda existem muitos pontos para conquistar e muitos sorrisos para oferecer à plateia braguista. Não há tempo a perder na caminhada até ao fim da época, nem nada a lamentar de uma prestação, em especial no segundo tempo, que mereceu os aplausos dos adeptos presentes em Lisboa, ao mesmo tempo que João Pinheiro, juntamente com os seus pares neste trabalho pouco colaborativo, justificou as críticas que surgiram de diversos quadrantes clubísticos, em especial dentro da plateia braguista.

    É agora a altura de limpar a cabeça da eliminação da Taça de Portugal e atacar com competência a difícil deslocação ao terreno do Rio Ave, para que no fim do jogo o triunfo se torne uma realidade necessária para a manutenção desta luta pelos lugares cimeiros, ainda que ela aconteça de modo desigual. Que a família braguista se saiba unir em torno da equipa e esta saiba responder a preceito no relvado.

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