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O SC Braga terminou a sua prestação nas competições europeias por esta época, tal como se previa
depois do primeiro encontro desta eliminatória. Termina assim um percurso bracarense inconstante a
nível internacional, depois de ter competido em duas competições diferentes na mesma temporada.
A Liga Europa tinha ficado para trás, mesmo depois de os bracarenses terem conseguido dez pontos na
fase de grupos, que em condições normais daria apuramento, mas que desta vez implicou a queda
para a Liga Conferência, onde o SC Braga foi a primeira equipa a competir, para além das eliminatórias
de acesso.
O sorteio não foi muito amigo e ditou um embate com a Fiorentina, que tem estado distante de outros
tempos áureos, mas que, mesmo assim, requeria competência na eliminatória que não chegou a
existir.
A primeira mão, na Pedreira, foi um autêntico desastre e terminou com uma goleada impensável de
quatro golos sem qualquer resposta, o que ditou, desde logo, o destino da eliminatória, ainda que
muitos não o quisessem admitir. Para este resultado atípico muito contribuiu um cartão vermelho
direto a Tormena, por indicação do VAR, que colocou os arsenalistas em jogo com apenas dez
elementos, situação que tem causado um desconforto excessivo, que urge corrigir.
A segunda mão, na linda cidade de Florença, permitiu que diversos jogadores menos utilizados
alinhassem na partida e que outros mais utilizados descansassem, total ou parcialmente.
Os primeiros trinta e cinco minutos de jogo mostraram algum conforto brácaro no jogo, que trouxe
uma vantagem de dois golos e que, por momentos, colocou os corações braguistas a palpitar, a
caminho de um sonho que não passou disso mesmo durante pouco tempo. A forma infeliz que levou
os bracarenses a sofrerem o primeiro golo, onde um ligeiro ressalto foi decisivo, contrasta com a
forma de beleza observada no momento dos dois golos conseguidos com as finalizações de André
Castro e Álvaro Djaló, de bela execução, mas que perderam importância com o golo sofrido, ainda que
ao intervalo a vantagem mínima da equipa de Artur Jorge fosse uma realidade. O segundo período
permitiu que os italianos virassem por completo o marcador, chegando a uma vitória que a
determinado momento do jogo parecia uma miragem.
O facto mais anómalo do encontro foi observado quando o relógio do árbitro, em pleno uso da
tecnologia da linha de baliza, deu sinal de golo da Fiorentina, contrariado pela indicação do VAR que
recomendou o visionamento do lance e a sua reversão, para surpresa geral. Efetivamente a bola nunca
entrou na baliza e aquela tecnologia, que parecia infalível, mostrou que pode não ser tão fiável como
se admitia. O lance deixou a estupefação no mundo da bola, chegando o lance aos diversos cantos
deste mundo aparentemente redondo, com a evidência de que a tecnologia pode falhar quando
menos se espera.
Agora é hora de mudar o foco das atenções da Legião do Minho, onde existe muito a conquistar. O
ritmo competitivo vai abrandar em seguida, o que pode permitir uma melhor preparação dos jogos por
parte dos Gverreiros do Minho, ainda pouco tempo depois do adeus europeu se jogue, em Guimarães,
um dérbi diferente de todos os outros e que pode ser determinante nos objetivos do SC Braga na liga
portuguesa, onde a ocupação de um dos lugares do pódio faz parte do imaginário de todos os
braguistas, numa missão que se antevê complicada e que se deseja ver jogada apenas nos relvados.
Utopia, talvez, mas é preciso manter a crença de que ainda pode existir espaço para alguma verdade
desportiva.
Uma nota final para fazer um convite aos braguistas, para marcarem presença em Fão no apoio à sua
equipa B, num jogo muito importante, frente à Sanjoanense, na luta pelo apuramento para a fase de
subida, onde estarão as melhores equipas, objetivo que neste momento não depende de terceiros
para ser atingido.