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      Diogo Leite Ribeiro
      Diogo Leite Ribeiro
      Do Castelo à Conquista
      Diogo Leite Ribeiro

      O último cromo

      2026/07/12
      E1
      “Do Castelo à Conquista” liga a essência histórica do Vitória ao espírito combativo da cidade que o viu nascer – Guimarães. Esta coluna olha para o Vitória como expressão da cidade/região que nasceu para vencer. Com análise, emoção e ambição, exploram-se os desafios que se levantam ao Rei no seu permanente caminho para novas CONQUISTAS.

      No sentido figurado e coloquial, um “cromo” é quem foge à norma — o excêntrico, o caricato, aquele que dá nas vistas pelas atitudes fora do comum. A palavra nasceu das pequenas imagens colecionáveis, mas ganhou vida própria, sempre com um travo jocoso, por vezes até pejorativo.

      Mas há um outro sentido, mais nobre: o do fanático, do enciclopédico, do obcecado por um só tema até à exaustão. Neste caso, o futebol.

      E para ti, leitor: qual foi, até hoje, o “cromo” deste Mundial? 

      Escreve já nos comentários a tua escolha para quando recuperares esta leitura vermos se o teu coincide com o meu — ou se há troca à vista. Porque esta febre, que juntou avós e netos, saltou gerações e reacendeu tradições, espalhou-se como o COVID sem vacina nem quarentena que a travasse.

      Ronaldo, Messi, Mbappé, Haaland, Kane... escolhas óbvias. Mas reduzir o Mundial aos avançados é ignorar mais de metade do jogo.

      E os médios, ficam escondidos da conversa? 

      E sem defesas sólidos e um guarda-redes eficaz, nenhuma equipa resiste. É lei do jogo — sempre foi, sempre será.

      Também, os bancos têm os seus CRAQUES! 

      Não seria justo eleger como o “cromo” um treinador?

      Carlos Queirós, poucos o escolheriam; Roberto Martínez, ficou aquém do objetivo; Scaloni, titubeante, mas sobrevivente; Deschamps, máquina destruidora; Tuchel, convocatória arriscada, resultados à vista. Não merecerão estes líderes o destaque de cromo escolhido?

      A minha escolha vai para Pinheiro. Sim, João Pinheiro.

      Sim, o árbitro português. Eleito pelo Conselho de Arbitragem da FPF o melhor árbitro da Liga Portugal 2025/26, foi chamado a apitar o Mundial. E não fosse a novidade de os árbitros passarem a exibir o nome nas costas do equipamento, seria fácil confundi-lo com outro “cromo” se tratava. Depois de dirigir Suíça–Bósnia e Herzegovina e Canadá–África do Sul, foi indicado para os quartos de final: Argentina–Suíça, a 12 de julho, em Kansas City. Prova de confiança. E será prova de mérito? Na Liga portuguesa, apitou 14 jogos, com um tempo útil médio de 54 minutos por partida – 54% do tempo total.

      Com as novas diretrizes e regras implementadas pela FIFA e pelo IFAB – lideradas pelo chefe de arbitragem Pierluigi Collina, João Pinheiro transformou-se e focado no combate ao antijogo, tornou o mesmo jogo mais fluido e o tempo de jogo muito mais elevado, aumentando drasticamente o ritmo das partidas. 

      O resultado fala por si: a bola esteve em jogo quase 60% do tempo total das partidas. Mesmo número de jogadores, mesmo campo, mesma bola, com um motivo polémico para duas pausas e até com mais substituições, ainda assim, o mesmo árbitro conseguiu aumentar o tempo útil de jogo em mais 10%!!!

      Aguardemos que o novo diretor técnico de arbitragem – ex-árbitro João Ferreira venha explicar a saída de Duarte Gomes (atenta a suspeição de comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção. Factos suscetíveis de alterar de forma fraudulenta a competição desportiva baseada na informação de que no final da época 2025/26, um árbitro profissional partilhou consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade", lhe suscitaram "preocupações institucionais muito relevantes".

      Sem truques e com rigor, é essencial que João Pinheiro traga esta lufada de ar fresco nesta bafienta arbitragem.

      Comentários

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      Motivo:
      Toupeiral há 3 horas
      Se João Pinheiro arbitrasse por cá. . .
      . . . como arbitrou no Mundial não haveria circo. . .
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