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O artigo de opinião de hoje é dedicado, na íntegra, ao futebol de praia, com todo o gosto que isso representa para mim.
O SC Braga conquistou a sua quarta Taça de Portugal consecutiva, juntando esse troféu à Supertaça e ao campeonato anteriormente conquistados, conseguindo o triplete nesta temporada, no tetra conseguido na “prova rainha”.
A época de sucesso das areias, numa modalidade muito acarinhada em Braga, começou com a obtenção da Supertaça, frente à ACD Sótão, com os 7x1 registados a deixarem bem vincada a superioridade dos Gverreiros das areias.
Noutra competição, o SC Braga terminou a fase regular do campeonato em primeiro lugar e na fase decisiva a equipa liderada, com sucesso relevante, pelos irmãos Torres, onde o António complementa o trabalho do Bruno, venceu a prova mais apetecida a nível nacional. Uma nota extra para dar destaque a Filipe Silva que nessa final marcou cinco golos, frente à ACD Sótão, o que fez dele o nome maior que decidiu a final.
A Taça de Portugal foi vencida em Sesimbra, numa final com muitos golos (8x5) frente à AFD Torre. A maior figura do encontro decisivo foi Pedro Mano que, além de várias intervenções meritórias na baliza bracarense, marcou dois golos e contribuiu de modo determinante para que a sua equipa nunca perdesse a serenidade no areal, em função das adversidades que foram surgindo.
Os meus parabéns ao Bruno, que personifica o rosto do projeto, e ao António, que é um elemento de ligação forte entre a família Torres e o SC Braga, diminuindo a distância física que separa a Póvoa de Varzim da bimilenar Bracara Augusta.
É um gosto observar o ambiente familiar que reina na equipa arsenalista, que extravasa de modo claro os laços de sangue de dois irmãos, que estendem simbolicamente este grau de família aos restantes elementos do grupo. Assim, ver o Capitão colocar aquele capacete de Gverreiro a levantar um troféu ou as lágrimas de Jordan Santos, depois de terminado o jogo da final, não pode deixar ninguém indiferente.
Agora é altura de festejar e vivenciar o momento de alegria para, em seguida, se dar início aos trabalhos da próxima temporada, procurando o caminho que conduza à recuperação do título europeu, que tão bem assentou no passado e que escapou aos brácaros nas duas derradeiras edições. Vamos ao trabalho, com esse objetivo bem definido para o futuro, tentando tornar pequeno o futuro espaço destinado aos troféus na Cidade Desportiva, com a conquista de outros títulos.
Por hoje fico por aqui, uma vez que não me apetece sair do areal para o relvado, onde os erros graves das arbitragens na liga portuguesa nos últimos tempos deveriam fazer corar de vergonha os seus autores e refletir as entidades que gerem o futebol português, de modo a evitar que a morte lenta que se anuncia se torne uma realidade nos tempos vindouros.