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1. Marcadores: Mehdi e Alan
Vamos lá despachar o expediente: o FCP ganhou na Reboleira. Talvez já tenham percebido que eu e a Amadora temos uma história e a verdade é que até cheguei primeiro ao José Gomes do que às Antas (o Marcolino, na Feira, foi já depois do Dragão). Não há cá divisões, eu quero é que o Porto ganhe e mais nada, mas o carinho permanece inalterado. E a história de amor com a Reboleira está gravada nas bancadas e na conversa de café dos velhos, se ainda viverem, quando recordam aquele golo que o Basaúla marcou só porque alguém lhe gritou da bancada “chuta!” e ele chutou. Sim, é assim tão perto e, sim, fui eu que gritei. SAD ou não, eu quero que o Estrela seja feliz.
O Estrela, 3 centrais e o Pepe, é uma mistura que traz aos portistas boas recordações. Quer dizer, não fantásticas, mas suficientemente agradáveis porque campeões. É estudarem, se quiserem perceber melhor o que quero dizer com isto. De resto, mais uma vitória sofrida, saída tanto da bota do Taremi como da do Alan Varela. Dois excelentes golos, mesmo que o resultado tenha sido 0-1.
Jogar pouquinho não é sustentável. Jogar pouquinho perde campeonatos, mas ganhar a jogar pouquinho vence-os. É tudo uma questão de timing. Ou seja, quanto “timing” é que vais passar a meter dó. Para já, vai em 5 jornadas, divididas entre TODOS os recém promovidos (Moreirense, Farense e Estrela), mais Arouca e Rio Ave. É não abusar da sorte, meus meninos.
2. A culpa é de quem?
A semana passada, o jornal “O Jogo” publicou uma entrevista com Filipe Ribeiro, Coordenador da Formação do FCP. Trata-se de uma série de páginas com muito pouco sumo, conforme seria previsível. Muita parra, pouca uva, tudo bastante correto e limpinho e um pedacinho aborrecido. Ainda assim, estavam lá 3 tópicos que me interessam basto: a Academia, sobre a qual o responsável pela formação do FCP tem a dizer que “epá, quando estiver está, que diferença é que isso faz? O Presidente é que sabe e está tudo bem, contra tudo e contra todos, imortais por direito”. Consta que depois bateu no peito e beijou o emblema; o projeto de desenvolvimento dos jogadores que, segundo o Filipe, existe e é do melhor que anda por aí. Já marquei uma consulta no oftalmologista porque devo estar bastante pior das dioptrias, uma vez que não o vejo, nem se tentar olhar de muito perto. Sou eu e o Umaro Candé (é googlarem); e ainda o facto de a equipa B ser a antecâmara da A, com o objetivo declarado e propósito de existência de preparar jogadores para a nossa equipa principal. Depois a gente joga contra o Maritimo e farta-se de rir a bandeiras despregadas. Vocês não estão bem a ver, ainda tenho os olhos cheios de lágrimas.
Quem ouve A Culpa é do Cavani, saberá que eu desanco amiúde o Folha. Mas devo esclarecer que ele tem ZERO culpa disto. O Folha quer disputar um campeonato e se apanha pela frente um candidato à subida, lixa-se de alto para o desenvolvimento de jogadores e mete aqueles que acha que lhe vão dar pontos. Erra porque é fraquinho, mas não se lhe pode apontar culpa por tentar, uma vez que ele já deixou muito claro ao que vai.
A culpa é, obviamente, do Filipe Ribeiro e de quem manda no Filipe Ribeiro e de quem manda em quem manda no Filipe Ribeiro. Ou seja, do Cavani, está claro. Porque olhar para o Porto B e perceber que entra com 2 (DOIS!) jogadores que podem aspirar a ser A, é triste. Depois de assistir ao segundo golo dos madeirenses, começa a pessoa a achar que é só um e meio, mas isto passa-me e eu gosto muito do Francisco.
Sendo claro que não se trata de falta de qualidade na formação – como diz o bom do Filipe, é olhar para os números – o que acontece é que… ninguém quer saber. Não há projeto, não há coerência, não há coesão, é tudo by the way… E é pena, Filipe, é pena.
3. Segundona
Uma vez que estamos na segundona, quando tiverem oportunidade ponham lá um olhinho que aquilo é giro. Jogos entretidos, cheios de tempo útil, jogadores interessantes – como assim o André Clóvis ainda está em Viseu? Anda tudo a dormir? – e muita incerteza. Prestem atenção aos bons projetos, com dinheiro de fora, de Viseu e Oliveirense; ao all in do novo Aves, ex Vilafranquense; e aos anunciados candidatos Paços, Marítimo e Santa Clara. Se virem umas horas desta liga, vão perceber porque é que quem disputa o play off de subida contra o antepenúltimo da primeira tem tudo para ganhar. E, até hoje, ganhou! Arouca e Chaves continuam cá em cima, oxalá o Estrela siga o mesmo caminho. Já agora, possa o Feirense aguentar-se sem cair na Liga 3, mas se calhar já é pedir demais.
Next, please.