As principais figuras do Alemanha x Portugal, para a meia final da Liga das Nações.
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O melhor do Mundo
Não há melhor forma de o descrever: neste momento é, provavelmente, o melhor lateral esquerdo do Mundo. Nuno Mendes fez um jogo do mais completo que há. Além de ter sido exímio defensivamente, não dando qualquer espaço à Alemanha para construir do seu lado, tem a capacidade de ser fundamental na construção ofensiva. Dá largura, profundidade e ganhou capacidade de desequilibrar interiormente. Acabou com a assistência decisiva, para coroar uma enorme exibição.
Tal pai, tal filho
Mostrou o porquê de já ter sido apelidado de «abre-latas». A diferença para dinâmica que deu à ala direita, face a Trincão, foi enorme - ajudou a entrada de Nélson Semedo e Vitinha e a subida de intensidade lusa. Desequilibrou, causou dores de cabeça e marcou um golaço. Mais de 20 anos depois, os alemães voltam a temer o nome Conceição.
Capitão de um barco à deriva
O polivalente do Bayern fez o 100º jogo pela seleção e mostrou-se o capitão de um barco, a certa altura, à deriva. O passe para o golo de Wirtz é delicioso - apesar de parecer irregular, pela interferência de Woltemade -, mas não se fica por aqui. Os seus movimentos interiores ajudaram a controlar o miolo luso na 1ª parte e é a extensão do treinador dentro de campo.
Se calhar, Nuno não é o único...
Se Nuno Mendes é o Melhor do Mundo, atualmente, na sua posição, se calhar não é o único luso com esse título...Roberto Martínez argumentou o cansaço para Vitinha começar no banco, mas a seleção PRECISA do médio do PSG, como bem se viu. É o motor, o perfume do jogo da sua equipa e o elemento pensador que a Seleção das Quinas precisava. Que jogador.
O patrão
Apesar do golo sofrido - que levanta as suas questões - a defesa lusa esteve, de forma geral, num nível altíssimo e Rúben Dias foi um dos seus expoentes máximos. Foi o comandante a definir os momentos de pressão e de definição de fora de jogo, colecionou cortes e ajudou a apagar do jogo as figuras ofensivas alemãs.
Não era o jogo dele
Fez uma época espetacular no Sporting e fez por merecer a titularidade, mas rapidamente se percebeu que não era o jogo ideal para as suas características. Portugal insistiu na profundidade e transição pela esquerda e a asa direita foi ficando esquecida. As suas poucas abordagens - sem ser um túnel a um adversário na direita - foram inconsequentes.
O mais desnorteado
O central alemão foi o que mais expôs as dificuldades de construção da sua seleção aquando da pressão alta lusa e foi colecionando erros e passes transviados. Além disso, fica mal na fotografia em ambos os golos lusos, tanto em abordagens menos positivas, como num posicionamento defeituoso.


