Em dia especial para a cidade de Lisboa e para todo o país, o Benfica recebeu o Moreirense na Luz este sábado na luta pela permanência no segundo lugar da classificação, vencendo os cónegos por 4-1, esperando agora por um deslize do Sporting para que a ocupação da segunda posição seja pintada única e exclusivamente a vermelho.
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Para tal, José Mourinho decidiu fazer várias alterações no onze inicial e lançou António Silva, Bah, Lukebakio, Rafa e Pavlidis para os lugares de Tomás Araújo (lesionado), Dedic, Prestianni, Schjelderup e Ivanovic.
O mote deu-se cedo…
A verdade é que se na baixa da cidade as comemorações do 25 de Abril se iam fazendo sentir, na Luz também não tardou para que os adeptos pudessem festejar.
Os encarnados entraram a todo o gás e tiveram em António Silva o símbolo do ímpeto vermelho e branco inicial. O central arrancou com a bola perto do meio campo e só parou perto da linha final, altura em que ofereceu a Leandro Barreiro a hipótese de abrir o marcador. O médio luxemburguês não desperdiçou e deixou as águias em vantagem logo aos 2 minutos.

Ainda assim, o golo madrugador do Benfica não deitou abaixo a estratégia nem a esperança cónega. O conjunto de Vasco Botelho da Costa começou a crescer depois do golo sofrido e acabou mesmo por conseguir chegar à igualdade aos 26 minutos.
Numa bola longa colocada na frente pelo guarda-redes, Dahl falhou por completo a abordagem ao lance, deixando Diogo Travassos isolado frente a Trubin. No cara a cara com o guardião ucraniano, o lateral do Moreirense não tremeu e fez o 1-1 de pé esquerdo sem grandes dificuldades.

Apesar do momento de desconcentração, a equipa do Benfica acabaria por se recompor rapidamente e voltaria a chegar à vantagem 5 minutos depois. Leandro Barreiro, mais uma vez envolvido no golo, assistiu Richard Ríos que, com um remate em força e rasteiro, voltou a devolver ao Benfica a liderança no encontro.
Festa? Só mais para o fim
Se a primeira parte tinha sido marcada por intensidade, ritmo alto e vários momentos de emoção, o segundo tempo revelou-se bastante mais controlado, pelo menos em grande parte.
O Benfica, em vantagem, optou por uma gestão mais criteriosa do jogo, baixando o ritmo e privilegiando a posse de bola. José Mourinho lançou Prestianni, Schjelderup e Dedic na tentativa de dar nova energia ao ataque, mas o cenário manteve-se praticamente inalterado.
Do outro lado, o Moreirense tentou reagir, chegou a alterar o sistema e procurou aproximar-se da área encarnada, mas esbarrou quase sempre num Benfica mais organizado e confortável no controlo do jogo.

Sem grande pressão final dos cónegos e com o ritmo cada vez mais baixo, o encontro foi caminhando para o apito final sem grandes sobressaltos, até aos 89 minutos.
Aí, o recém entrado Ivanovic fez aquilo que Pavlidis tem pecado por não conseguir. O avançado croata entrou e fez dois golos para fechar as contas do jogo. Primeiro recebeu de Richard Rios na direita da grande área e sem grande hesitação atirou a contar. Depois, a passe de Dedic, e no coração da área, voltou a faturar e fez o 4-1 final.

O Benfica cumpre assim a sua missão, soma três pontos importantes e mantém-se firme na luta pelo segundo lugar. A decisão, essa, fica agora dependente do que fizer o rival direto — porque, na Luz, o trabalho está feito… mas a luta continua.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Leandro Barreiro (Benfica): O homem do jogo. Novamente influente no ataque do Benfica foi decisivo no primeiro tempo com um golo e uma assistência para dar ao Benfica tranquilidade antes do intervalo. Talvez o melhor Barreiro seja mesmo aquele se posiciona mais à frente no meio-campo.
Richard Ríos (Benfica): Tal como Barreiro, também o colombiano carimbou um golo e uma assistência no encontro. A crescer cada vez mais no meio-campo encarnado, vai assumindo um papel mais influente na manobra ofensiva encarnada nesta fase final da temporada.
Samuel Dahl (Benfica): Ele que tem sido uma das peças mais consistentes dos encarnados ao longo da temporada, acabou por ficar mal no lance do golo do Moreirense com uma abordagem errada e que saiu caro.
António Silva (Benfica): Já havia entrado muito bem no dérbi e esta tarde, como titular, voltou a mostrar o seu melhor nível. Tanto defensivamente como, principalmente hoje, ofensivamente, ao conceder a assistência para o primeiro golo numa jogada genial.
Franjo Ivanovic (Benfica): Na falta de inspiração de Pavlidis, aparece Ivanovic. O croata entrou perto do fim e acabou por ser decisivo ao fechar as contas do jogo com dois golos de rajada. Eficácia máxima para o avançado que tanto tem lutado por espaço no ataque do Benfica.
Incidentes: O filme do jogo












