40 anos depois da famosa «Mão de Deus» de Maradona contra a Inglaterra, a cabeça de Lautaro Martínez decidiu entrar para a eternidade, no culminar de uma reviravolta fantástica da Argentina na meia-final (1-2) do Mundial 2026.
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Tuchel tem culpas pela forma como fez a sua equipa recuar, mas nada pode apagar a alma e qualidade que a Albiceleste apresentou. O capitão Messi apareceu quando mais era preciso e liderou as tropas, que responderam a alto nível. O bicampeonato está a um passo.
Dos fracos não reza a história
Sem surpresa, Atlanta viu uma guerra além de um jogo de futebol. Cada duelo foi disputado, reclamado e celebrado no limite. A Inglaterra mostrou-se preparada para a raça argentina e equilibrou a partida neste aspeto. A tática e a técnica acabaram por decidir.
A 🇦🇷 Argentina está na final do Campeonato do Mundo pela 7.ª vez, a 2.ª consecutiva, a 3.ª nas 4 últimas edições do torneio
Argentina na final do Campeonato do Mundo:
1930
1978 🏆
1986 🏆
1990
2014
2022 🏆
2026 pic.twitter.com/EmghVTF9Hl
— Playmaker (@playmaker_PT) July 15, 2026
O lado físico do encontro superou a inspiração na primeira parte, de pouca ação nas balizas, em comparação com o teste infernal à equipa de arbitragem. As emoções maiores ficaram guardadas para o regresso dos balneários.
Mais intenção de ambas as seleções e, naturalmente, mais espaços. Foi nestes condimentos que o tento inglês surgiu, com boa resposta do até aqui apagado Gordon a cruzamento de Rogers. Molina não ficou bem na fotografia.
Encostada às cordas, a campeã mostrou a sua fibra, ao contrário dos receios dos Três Leões. A equipa recuou, Tuchel lançou defesas em campo - quatro centrais em simultâneo dentro das quatro linhas - e o justo castigo surgiu.
Após ameaças travadas pelo ferro e Pickford, o guardião nada podia fazer perante o potente remate de Enzo Fernández. Prova de ADN vencedor, a Argentina não ficou por aqui e resolveu a passagem ainda no tempo regulamentar.
O génio de Messi já estava a criar o caos e, de pé direito, Leo colocou a bola para a cabeçada abençoada de Lautaro. O futebol sorriu a quem mais fez por ser feliz.
Segue-se a Espanha na final para os argentinos, um desafio de enorme dificuldade.
Alguém tem coragem de apostar contra estes muchachos?
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Lionel Messi (Argentina): é tarefa difícil escrever sobre este senhor. Mais um capítulo do seu génio, com duas assistências e o assumir da responsabilidade quando a sua seleção mais precisava, como um bom capitão. Vénia.
Enzo Fernández (Argentina): alta rotação durante a segunda parte e vontade de ser feliz. Belo golo do médio, que está novamente a aproveitar um Mundial para valorizar o seu passe.
Lautaro Martínez (Argentina): prova do espírito argentino é também a forma como um jogador do seu calibre, relegado para o banco, entra em campo cheio de vontade de contribuir. Momento e golo que nunca mais vais esquecer.
Jude Bellingham (Inglaterra): sem medo do lado físico, Jude foi o inglês mais capaz de levar a sua equipa para o meio-campo adversário. Notou-se a insatisfação com a estratégia de Tuchel para o último terço da partida.
Djed Spence (Inglaterra): aposta acertada na equipa inicial, o lateral deu físico e capacidade nos duelos a Inglaterra. A calar os críticos após muitas críticas à sua convocatória para o torneio.
O árbitro
Esta meia-final era um presente envenenado para o juiz americano. Sentiu dificuldades para controlar os acontecimentos, mas não cometeu nenhum erro grave.
Incidentes: O filme do jogo










