O Complexo Desportivo de Alverca foi palco de um reencontro esperado há mais de duas décadas. A última vez que ribatejanos e encarnados se tinham cruzado oficialmente foi em 2004, e o regresso não deixou ninguém indiferente. Entre a nostalgia local e a imponência encarnada, o jogo ganhou desde cedo uma aura especial, acentuada pela presença de Vinícius Júnior, astro do Real Madrid e acionista do Alverca, que assistiu ao duelo com o clube que em breve enfrentará na Liga dos Campeões.
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O jogo começou com o peso da história mas cedo ganhou ritmo de presente. O Benfica, fiel ao seu estatuto de favorito, entrou a mandar no encontro, controlando a posse e impondo intensidade. A pressão alta foi dando frutos e, logo aos cinco minutos, Schjelderup aproveitou a confusão na área para inaugurar o marcador, celebrando depois com Prestianni e Bruno Lage, num gesto que simbolizou a união da equipa.
O Alverca, contudo, não se encolheu. A estratégia de Custódio Castro era clara: fechar os caminhos para a sua baliza e, sempre que surgia a oportunidade, lançar transições rápidas.
Foi assim que os ribatejanos foram aparecendo perto da área encarnada, com Marezi, Nuozzi e Alex Amorim a testarem os reflexos de Samuel Soares. Mas a inspiração do lado contrário foi decisiva: antes do intervalo, Dedic arrancou pelo flanco, deixou dois adversários para trás e marcou um golo de levantar o estádio, aumentando a vantagem encarnada.
A segunda parte trouxe mais equilíbrio. O Alverca cresceu, empurrado pelas substituições e pelo público, enquanto o Benfica procurava gerir o jogo. Schjelderup ainda acertou no poste, mas o momento-chave surgiu aos 70 minutos, quando Dedic passou de herói a vilão ao ver dois amarelos em sequência. Com dez jogadores, Lage fechou o sistema num 5-3-1, chamando a equipa a sofrer.
O conjunto da casa, empurrado pela crença e pelo ambiente vibrante nas bancadas, aproveitou a superioridade numérica para reduzir a desvantagem e lançar incerteza no marcador. A reta final foi de nervos para os encarnados, que sentiram a pressão mas souberam resistir.
Apesar da réplica valente dos ribatejanos, o Benfica segurou o triunfo por 2-1, saindo do Ribatejo com mais do que três pontos: saiu testado, desafiado e consciente de que, mesmo diante de adversários teoricamente modestos, o caminho nunca é fácil.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Andreas Schjelderup (Benfica): Foi o autor do primeiro golo do Benfica, mas apagou depois disso. Conseguiu o que já não conseguia há muito na Liga, mas não sou aproveitar esse ímpeto depois para aprimorar ainda mais a exibição.
Amar Dedic (Benfica): De bestial a besta? Talvez apenas bestial. Apesar da expulsão por acumulação de amarelos, o lateral encarnado não deixou de ser um dos melhores em campo. Cada vez mais a mostrar o porquê de ser a melhor contratação do mercado do Benfica, assinou o primeiro golo pelas águias e vai reforçando o seu estutudo no plantel.
Samuel Soares (Benfica): Uma exibição muito segura deSamuel Soares, que vai também reforçando o seu estatuto no plantel encarnado. A render Trubin pela segunda vez esta temporada, provou que não é apenas o guardião das Taças mas sim uma opção viavél e confiável para quando existe a necessidade de rodar a equipa. Nada a temer por parte de Samu.
Cédric Nuozzi (FC Alverca): O jogador mais irreverente em campo esta tarde. O jovem belga de 19 anos dos ribatejanos chegou da segunda liga belga este verão mas não tardará muito para aparecer noutros patamares. É um criativo nato, com excelentes cararteristicas relativas ao drible e à progressão com bola. Um nome a manter debaixo de olho.
O Árbitro
O árbitro acaba por ser protagonista apenas no momento da expulsão de Dedic, no entanto, o segundo amarelo mostrado ao lateral encarnado não é ponto de rutura no plano geral do jogo.
Incidentes: O filme do jogo









