O terramoto em Alvalade arrasou todas as estatísticas recentes. Sem surpresa, a derrota contra o Desportivo de Chaves coloca este início de 2022/23 perto dos piores registos de sempre dos leões. Vamos aos números.
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Primeiro, a pobreza pontual: é preciso recuar até ao verão de 2004, e ao início da campanha 2004/05, para encontrar tantos pontos perdidos. Tal como agora, esse Sporting de José Peseiro desperdiçou oito em 12 possíveis.
A Liga até começou com um 3-2 ao Gil Vicente, em Lisboa, mas seguiram-se-lhe derrotas em Setúbal (2-0) e na receção ao Marítimo (0-1). O 0-0 nos Arcos, à quarta jornada, coloca esses leões de Peseiro ao nível da equipa, agora, de Ruben Amorim. Quatro jogos, quatro pontos.
O Sporting acabaria a Liga 2004/2005 no terceiro lugar, apenas a quatro pontos do Benfica de Trapattoni (campeão) e a um do FC Porto.
Estes oito pontos desperdiçados são uma sentença de insucesso? Não necessariamente. Na era-Boloni, um registo idêntico levou os leões ao título nacional. A época 2000/01 começou com uma vitória sobre o FC Porto (1-0) e depois com três jornadas negativas: 3-0 no Restelo, 0-1 na receção ao Alverca e 1-1 em Leiria.
É a este último exemplo que o Sporting se deve agarrar.
Falta dizer que os leões não permitiam oito golos nas quatro rondas iniciais desde... 1945. Nesse início sofreram um do Benfica, dois do Belenenses, três do Atlético e dois da CUF. Histórico, pelos piores motivos.
⌚️Apito final: SCP 0-2 GDC
— playmakerstats (@playmaker_PT) August 27, 2022
⚠️Há 75 anos que o 🦁Sporting não sofria 8 golos nas primeiras 4 jornadas da 🇵🇹Liga Portuguesa, uma média de 2 golos sofridos por jogo. pic.twitter.com/9WNI92KeSQ





