Precisamente por ser o país organizador do próximo Campeonato do Mundo, o Catar está a disputar jogos de preparação enquanto as restantes nações procuram a qualificação para essa mesma prova. Este sábado voltou a defrontar Portugal, novamente a equipa livre do Grupo A, mas desta vez deram um bom exemplo do que é ser anfitrião.
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No Estádio do Algarve, a equipa das quinas disputou o primeiro jogo de um duplo compromisso internacional. Amigável ou não - a comitiva lusa prefere o termo «particular» - Portugal superiorizou-se durante praticamente todo o jogo, conquistando um triunfo de 2x0.
Vantagem tímida
Em dia de estreia para Diogo Costa e Matheus Nunes e de mais um recorde batido por Cristiano Ronaldo, o jogo até começou com muito barulho e paixão nas bancadas mas, perante um adversário que cedeu a posse de bola e durante muito tempo limitou-se a rodear a sua grande área, tudo isso acabou por arrefecer.
Como já é habitual em jogos da seleção, o entusiasmo ficou guardado quase exclusivamente para os momentos em que o capitão estava em posse do esférico, ainda que os 15 087 adeptos presentes tenham feito algum barulho quando começava a intensificar-se o aroma a golo. André Silva deu o primeiro aviso, com um remate forte à cabeça do guardião catari após um passe a rasgar de Matheus Nunes. No consequente canto, Danilo forçou Alsheeb a nova defesa.

Essa ocasião foi surpreendentemente desperdiçada por Ronaldo, que se destaca na hora da frieza finalizadora, mas o capitão ainda beneficiaria de nova oportunidade. Matheus Nunes encontrou a corrida de Dalot e o lateral cabeceou para o meio da área. Dessa vez o capitão não foi tão bem servido pelo colega, mas Alrawi colocou a bola mesmo a jeito para o 1x0.
Estreia agridoce
Depois de colocar a sua seleção em vantagem a colecionar a internacionalização que lhe valeu mais um recorde, Ronaldo ficou no balneário ao intervalo, tal como Nuno Mendes. Para a defesa entrou Nélson Semedo e para o lugar do capitão entrou Rafael Leão, que protagonizou uma estreia que, embora entusiasmante foi extremamente imperfeita.

Corridas e dribles impressionantes foram seguidos de um remate forte à trave, e foi quando o golo já parecia distante que lhe caiu nos pés a maior ocasião: guarda-redes para trás e uma baliza órfã, mas o desvio não levou a direção da baliza e ficará com o selo de falhanço. Para compensar, uma assistência para o golo final de André Silva, que de cabeça fechou a contagem neste particular algarvio.










