Foi preciso esperar pelos 20 minutos finais para viver a ação que já era há muito procurada, mas os golos foram como o ketchup e o marcador final mostra uma vitória da Suíça, por 4-1, sobre a Bósnia e Herzegovina.
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E se por momentos pareceu que a suposta superioridade não se iria traduzir em três pontos, tal como já tinha acontecido na jornada inaugural deste Mundial (1-1 frente ao Catar), eis que os helvéticos foram ao banco buscar os recursos necessários para construir uma goleada. Aliás, cada um dos cinco golos do jogo teve dedo de jogadores que entraram já perto do fim!
Foi preciso esperar pelo show de Manzambi
A equipa da Suíça voltou a entrar em campo melhor. Teve (muito) mais bola, com Granit Xhaka a puxar todos os cordelinhos. Assim encontrou caminhos para a área, e só Dan Ndoye teve três situações perigosas antes sequer do adversário conseguir assentar o seu jogo. Não houve golo e esse foi um dado lamentado, já que o estatuto de força dominante não durou para sempre.
A pausa de hidratação voltou a funcionar como um time-out, no qual os bósnios fizeram os ajustes necessários para fechar os espaços defensivamente e crescer no ataque, onde começou a criar situações. O ponto focal foi o capitão Edin Dzeko, titular após falhar o primeiro jogo, mas Demirovic também mostrou argumentos e até Amar Dedic (Benfica) encontrou espaço para um remate.

Corria o minuto 71 quando foram lançados no jogo, estilo avengers, Johan Manzambi, Rubén Vargas e Djibril Sow. No primeiro lance, Manzambi apareceu na área e atacou uma bola solta de primeira, com um poderoso vólei que só parou no fundo das redes.
O médio do Freiburg, camisola 9 na seleção, continuou em evidência depois disso. Fez o passe que isolou Embolo e gerou a expulsão de Muharemovic aos 80 (boa e rápida decisão de João Pinheiro) e quatro minutos depois iniciou a jogada que acabou no 2-0 de Vargas. Esta brilhante cameo foi mais longe e ainda deu em bis, aos 90, com Vargas (também ele brilhante) na assistência.
Certo é que o espetáculo estava em andamento e não ficou por aí. Do outro lado, Ermin Mahmic, também acabado de entrar, fez o seu primeiro golo internacional com um potente remate de primeira aos 90+3. Depois, no último lance do jogo, uma grande penalidade que podia ter sido o hat-trick de Johan Manzambi, mas Xhaka chegou-se à frente, como o líder que é, e selou um 4-1 que vale a liderança do Grupo B.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Johan Manzambi (Suíça): A camisola 9 podia destoar nas costas de um médio estilo box-to-box, mas ao que parece acabou por dar força ao jovem de 20 anos que saltou do banco a tempo de bisar e ainda deixar a marca nos restantes lances de golo. Tem de ser titular no resto deste Mundial!
Rubén Vargas (Suíça): Também ele saltou do banco para brilhar. Este extremo de 27 anos, mais conhecido pelas exibições na seleção do que nos clubes que representou, teve o seu melhor momento num grande torneio ao marcar e assistir nos 20 minutos em que esteve em campo.
Granit Xhaka (Suíça): Muitos gostariam de ter visto Manzambi cobrar o penálti que fechou o jogo, mas pertencia ao capitão por direito e a verdade é que Xhaka, mesmo antes desse pontapé certeiro, já estava a ser o jogador mais competente e regular da equipa. Belo jogo do médio, que agora marcou em três Mundiais.
Amar Dedić (Bósnia): Foi dos mais ambiciosos ofensivamente, mostrando apetência para o remate, mas o lateral do Benfica teve muito trabalho na defesa e nem sempre respondeu bem. Mostrou dificuldades a lidar com Ndoye e já estava amarelado quando Vargas entrou. Aí não teve hipótese...
Incidentes: O filme do jogo






