23 jornadas de Liga. 62 pontos e continua a liderança isolada. O FC Porto assemelha-se a Oskar Pietuszewski na ala esquerda: é uma mota que não abranda. Agora, venceu o Rio Ave por 1-0 no Estádio do Dragão.
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Francesco Farioli promoveu duas alterações no onze inicial, em relação à última jornada. Rodrigo Mora e Thiago Silva saltaram fora da titularidade, assumiram Gabri Veiga e Pablo Rosario, nas respetivas posições.
Já o cada vez mais aflito Rio Ave, teve uma única mexida: a saída de Tamble Monteiro por castigo e entrada de Olinho no onze inicial, com Jalen Blesa a assumir a posição de ponta-de-lança.
Arranca e não abranda
Num início lento, onde ambas as equipas se tentavam entender em campo, saltou imediatamente à vista a exibição de um homem. Jakub Brabec mostrou-se o comandante da defesa rioavista e a referência encarregue de travas as ações ofensivas portistas. Conseguiu fazê-lo por um par de vezes, mas, «em tempo de guerra, qualquer buraco é trincheira». Momento de ataque.
No momento em que Brabec - a par de Marious Vrousai - não teve a capacidade de conter as arrancadas súbitas de Oskar Pietuszewski, houve golo e explosão de alegria no Dragão. Afinal foram várias as vezes que o extremo polaco apareceu em jogo para criar oportunidades, mas, na sua maioria, foram travadas pelo central checo. Na única vez em que o miúdo viu uma brecha, aproveitou e serviu Victor Froholdt que só teve de encostar para bater continência.
A equipa de Sotiris Sylaidopoulos ainda tentou assustar Diogo Costa, mas nunca com perigo real e iminente. Apenas ocasiões fortuitas fizeram tremer ligeiramente a defesa portista.
Até ao intervalo, Deniz Gul ainda caiu na área e o FC Porto reclamou a marcação de uma grande penalidade, mas, no entender de David Silva e do VAR, não existiu razão para assinalar.
No início da segunda parte, novo frissom no Estádio do Dragão. Pietuszewski voltou a aparecer e tudo culminou em novo golo marcado por Gul. No entanto, viria a ser invalidado por posição irregular.
Esse foi o momento de maior tensão no Estádio no decorrer da segunda parte. O FC Porto foi tentando ao máximo incomodar Enio van der Gouw - que viu duas bolas embaterem nos ferros da sua baliza no decorrer do encontro -, mas, se a mota teima em não abrandar, o esférico teimou em não entrar.
O tempo passou e o ritmo abrandou - não sem existirem algumas ocasiões de golo a baterem à porta do FC Porto. Porém, nada mudou. Nem o resultado, nem a liderança portista com quatro pontos de vantagem sobre o Sporting. Afinal, a mota de Farioli insiste em não abrandar.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Oskar Pietuszewski (FC Porto): foi uma verdadeira dor de cabeça para a defesa vilacondense. Uma autêntica mota - a jeito da analogia utilizada - que criou vasto perigo por onde passou (que o diga o golo portista, inventado pelo miúdo).
Victor Froholdt (FC Porto): o médio dinamarquês é dono de um pulmão inesgotável. Voltou aos golos com a camisola azul e branca e foi dono do tento vitorioso frente ao Rio Ave. No meio-campo, fez perto de 85 minutos em modo todo-o-terreno.
Jakub Brabec (Rio Ave): numa altura em que o Rio Ave demonstra insegurança quase em pleno, Jakub Brabec foi dos elementos mais estáveis e seguros em campo. No único erro sério que cometeu, surgiu o golo. No entanto, foi o homem que fez de tudo para «segurar o barco».
Marious Vrousai (Rio Ave): numa ala onde apanhou pela frente Pietuszewski e Zaidu, foi quase sempre implacável nos duelos que travou. Marious Vrousai foi um dos homens com nota mais nos rioavistas pela missão defensiva.
O árbitro
Deniz Gul caiu na área e o FC Porto reclamou a marcação de uma grande penalidade, mas, no entender de David Silva e do VAR, não existiu razão para assinalar, no fim da primeira parte. Já no início do segundo tempo, recorreu ao VAR para invalidar um golo aos dragões por fora-de-jogo. No final do encontro, «entornou o caldo» e não conseguiu serenar ânimos - tendo até atribuído um amarelo a Alberto Costa quando o lateral não esteve envolvido em qualquer conflito.
Incidentes: O filme do jogo










