Sendo certo que esta foi a melhor exibição do Rio Ave desde a vitória frente ao Casa Pia AC, o resultado não divergiu dos obtidos nas últimas cinco jornadas. A turma orientada por Sotiris Sylaidopoulos registou, esta segunda-feira, a sexta derrota consecutiva na I Liga, desta vez frente ao Moreirense (1-2), no encerramento da 22.ª jornada.
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O técnico grego pretendia dar um pontapé na crise e surpreendeu o adversário - e praticamente todos os presentes no Estádio dos Arcos - com uma variação tática. O Rio Ave não se apresentou com o seu tradicional 3x4x3, mas sim num camaleónico 4x2x3x1. Uma mudança considerável, mas que surtiu efeito desde cedo.
Isto porque a turma da casa impôs o seu ritmo sem grandes dificuldades e foi uma verdadeira dor de cabeça para um Moreirense estranhamente atípico. A turma orientada por Vasco Botelho da Costa recuou no terreno e apresentou algumas dificuldades em sair da pressão instalada pelos caseiros - que evitaram facilitar a tarefa dos visitantes.
Ainda assim, o técnico grego e os seus pupilos foram surpreendidos pela eficácia cónega na primeira investida de perigo. Corria o minuto 17 quando Rodrigo Alonso - servido de forma sublime por Kiko Bondoso - fletiu para zonas interiores e rubricou um golaço de levantar o estádio - com um remate em arco indefensável.
O tento sofrido não afetou os homens da casa - nem alterou o plano desenhado pelo timoneiro helénico - e o Rio Ave continuou a ser o protagonista das principais jogadas de perigo. Diogo Bezerra foi o desequilibrador mor - esteve sempre ligado à ficha na frente de ataque - e a formação rioavista obrigou, assim, o adversário a recuar cada vez mais no terreno.
Despedido de ideias, o emblema de Moreira de Cónegos tentou contrariar o ascendente vilacondense, mas tal foi impossível. Os comandados de Sotiris continuaram a insistir, quer pelos flancos, quer pelo meio, e alcançaram o golo do empate perto da ida para os balneários - Ntoi colocou a bola no reforço Blesa e o camisola '11' da casa rubricou o tento da igualdade de longe, com um remate rasteiro.
O segundo tempo trouxe uma história distinta. A equipa rioavista continuou a controlar e a ditar o ritmo com tranquilidade, em busca da vantagem, mas foi o Moreirense quem tornou a aproveitar a passividade caseira e a ferir o Rio Ave - Mateja Stjepanovi? (57') recebeu o esférico no meio e balançou as redes de Ennio van der Gouw com um verdadeiro míssil indefensável. Dois remates, dois golos e muita culpa da linha defensiva da casa.
Daí em diante, a formação da casa tentou de tudo para restabelecer o empate, mas foi incapaz - apesar das diversas tentativas, todas esbarraram nas luvas de André Ferreira. Os pupilos de Sylaidopoulos tentaram de tudo para que o desfecho fosse distinto, mas a crise não terminou e Vasco Botelho da Costa levou a melhor nos Arcos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Mateja Stjepanovi? (Moreirense): foi um autêntico pêndulo no meio-campo do Moreirense, garantindo tranquilidade nos raros momentos em que a turma visitante a teve. Além disso, selou o resultado final com um verdadeiro míssil do meio da rua, indefensável para o guardião do Rio Ave.
Diogo Bezerra (Rio Ave): o camisola '7' do Rio Ave foi uma verdadeira dor de cabeça para a linha defensiva contrária e foi, verdadeiramente, o elemento em destaque no lado caseiro. Faltou alguma assertividade no momento da definição, mas as principais jogadas de perigo tiveram Bezerra no cerne da questão.
O árbitro
Ricardo Baixinho não foi protagonista pelos piores motivos, na medida em que não teve de ajuizar lances capitais, mas foi algo permissivo perante as diversas faltas cometidas pelo Moreirense. Francisco Domingues escapou à expulsão devido à permissividade do árbitro da partida, que manteve um critério mais largo para os visitantes do que para a turma da casa.
Incidentes: O filme do jogo




