Goleada na Madeira, saída de André Luiz e, agora, um novo desaire por número expressivos na receção ao FC Arouca. Costuma dizer-se que 'há males que vêm por bem', mas, no caso do Rio Ave - que sofreu uma nova derrota caseira este sábado -, a premissa apropriada pode ser a que nos diz que 'um mal nunca vem só'. Três 'males' num curto espaço de tempo - veremos se ficam por aqui.
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Despido de André Luiz - que assinou pelo Olympiacos - para a partida, Sotiris Sylaidopoulos surpreendeu na escolha da equipa, ao colocar o jovem Antonis Papakanellos na posição de extremo direito. O camisola '19' esteve algo perdido em campo, mas tal entende-se, face à falta de rotinas - visto que o criativo brasileiro era titular indiscutível na turma da Caravela.

O primeiro tempo foi, sobretudo, de equilíbrio. A formação da casa entrou melhor, operando de forma temporizada e assertiva, mas apresentou algumas dificuldades na fase de chegada a terrenos mais avançados - a finalização não esteve em dia para os homens de Vila do Conde.
Depois de 15 minutos de superioridade caseira, o FC Arouca acertou pequenos detalhes e conseguiu equilibrar a balança, registando um ligeiro ascendente. Taichi Fukui e Alfonso Trezza poderiam ter causado muitos problemas aos vilacondenses, ora não fosse o atento e responsável Nelson Abbey - que travou tudo o que pôde.
Certo é que este não foi o mesmo Rio Ave que certamente viu em diversos jogos, caro leitor. Menos acutilante, com menos presença na zona ofensiva e, sobretudo, com menos ideias para ferir o adversário - faltou, quiçá, o irreverente maestro André Luiz.
O último lance do primeiro tempo trouxe bastantes problemas para a equipa caseira. Em cima do apito para o fim dos 45 minutos, Fontán encontrou Tiago Esgaio solto no segundo poste, na sequência de um canto, e o lateral colocou os arouquenses na liderança - um autêntico balde de água gelada para o Rio Ave, que foi bastante assobiado na ida para os balneários.

A segunda metade não trouxe tranquilidade para o conjunto de Vila do Conde - pelo contrário, caro leitor. Pode mesmo considerar-se que os pupilos de Sotiris nunca encontraram forma de reentrar na narrativa e tudo correu pelo pior aos da casa. Logo aos 53 minutos, Lomboto - que rubricou uma exibição em nada positiva - desviou o esférico para a própria baliza. Mas os Lobos não ficaram por aqui.
Aos 66 minutos, Bas Kuipers combinou bem com Lee Hyunju, que rematou em arco para o fundo das redes. As críticas e o desagrado dos adeptos para com a equipa do Rio Ave era visível - muitos até abandonaram o estádio a 25 minutos do fim. Nada correu bem a esta Caravela, que parece ter perdido o rumo neste Rio de ideias sem um aparente fio condutor.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Lee Hyunju (FC Arouca): o camisola '14' dos arouquenses protagonizou uma exibição de encher o olho! Além do golo - bela finalização, com um remate em arco -, Lee Hyunju encontrou espaços, conferiu mobilidade e esteve sempre ativo na procura pelo golo.
Naïs Djouahra (FC Arouca): que jogo, caro leitor! O número '7' dos Lobos de Arouca esteve envolvido indiretamente em dois dos golos da turma forasteira, com movimentos de ruptura do flanco esquerdo para o centro. Tecnicista, foi uma dor de cabeça para a linha defensiva da casa.
Julien Lomboto (Rio Ave): jogo para esquecer para Lomboto, que rubricou uma exibição cheia de pontos negativos. Além de não ter garantido estabilidade à linha defensiva do Rio Ave, apontou o segundo golo dos forasteiros, ao desviar o esférico para o interior da própria baliza. Esteve sempre muito inconstante e bastante nervoso no ataque aos lances de perigo.
O árbitro
Sérgio Guelho realizou uma exibição satisfatória, na medida em que não precisou de ajuizar lances capitais ao longo do encontro. Ficam algumas dúvidas no lance entre Fontán e Clayton, ainda no primeiro tempo, mas, no cômputo geral, o juiz do duelo esteve sólida na arbitragem do confronto.
Incidentes: O filme do jogo



