Numa noite marcada pela chuva intensa e pelo frio na Amoreira, o Estoril bateu o FC Alverca por 4-1 de forma categórica e deu mais um passo importante na escalada da Liga Portugal Betclic. Depois de na última jornada ter vencido o SC Braga, a equipa de Ian Cathro goleou a equipa do norte de Lisboa e fechou 2025 com chave de ouro.
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Com pompa e eficácia
Apesar do resultado expressivo para o conjunto da casa, a verdade é que, no primeiro tempo, a história do encontro não começou a ser traçada pelo Estoril. O Alverca entrou sem complexos, discutiu a posse, foi agressivo na pressão e criou várias situações de perigo junto da baliza de Joel Robles. Lincoln testou os reflexos do guarda-redes espanhol, Chissumba esteve a centímetros de marcar depois de ganhar espaço na área e Nuozzi voltou a ameaçar de meia distância. Durante largos minutos, o Estoril viveu algum desconforto, perdeu bola em zonas sensíveis e viu os ribatejanos crescerem no jogo.

A diferença , no entanto, esteve na eficácia e na frieza nos momentos-chave. Quando o Alverca parecia mais perto de inaugurar o marcador, o Estoril foi cirúrgico. Aos 36 minutos, João Carvalho fletiu da esquerda para dentro e rematou colocado; um desvio infeliz de Bastien Meupiyou traiu André Gomes e colocou os canarinhos em vantagem. Um golpe duro para quem estava melhor no jogo.
Poucos minutos depois, nova machadada. Na sequência de um livre curto sobre a direita, Rafik Guitane tirou dois adversários do caminho e serviu Yanis Begraoui com tempo e espaço. O avançado não perdoou e fez o 2-0, num lance que espelhou bem o momento do Estoril: menos volume, mais clareza. Ao intervalo, a vantagem era confortável, mas construída num jogo bem mais equilibrado do que o marcador indicava.
Se haviam dúvidas…
A segunda parte transformou um jogo equilibrado numa noite claramente dominada pelo Estoril. Bastaram dois minutos para os canarinhos deixarem qualquer dúvida por esclarecer e colocarem o encontro num plano completamente diferente.
Logo aos 47’, o Estoril entrou a todo o gás e fez o terceiro. Uma excelente combinação pela esquerda abriu espaço para Yanis Begraoui, que recebeu no canto da área e disparou um remate potente e colocado, sem hipóteses para André Gomes. Um golo de levantar a bancada e que premiou a personalidade com que a equipa de Ian Cathro regressou dos balneários.

O 3-0 soltou definitivamente o Estoril. Com mais bola, mais presença ofensiva e uma circulação fluída, os canarinhos passaram a jogar de memória, empurrando o Alverca para trás e multiplicando aproximações à área. O quarto golo surgiu aos 61’, num lance que simbolizou a noite difícil do setor defensivo ribatejano: contra-ataque rápido, cruzamento de Pedro Amaral e novo desvio infeliz de Bastien Meupiyou, a assinar o segundo autogolo da partida.
A partir daí, o jogo entrou num registo de espetáculo. O Estoril jogava com confiança, liberdade e criatividade, enquanto o Alverca tentava reorganizar-se no meio das contrariedades, incluindo a saída forçada de Marezi por lesão. Ainda assim, os visitantes tiveram o mérito de não baixar os braços e responderam com um momento de grande qualidade individual.
Aos 67’, Alex Amorim protagonizou um dos lances da noite. Sem oposição à entrada da área, o médio brasileiro encheu o pé direito e colocou a bola no ângulo superior da baliza de Joel Robles, assinando um golaço que reduziu para 4-1 e arrancou aplausos até dos adeptos da casa. Apesar disso, nada mudou e as contas ficaram mesmo fechadas até ao apito final.
Com este triunfo, o Estoril consolida a sua posição na metade superior da tabela e prolonga um momento positivo que começa a ganhar consistência. O conjunto de Ian Cathro sobe assim ao nono lugar da classificação, com 20 pontos. O Alverca, por outro lado, fecha o ano com 17 pontos e corre o risco de acabar a jornada na 14ª posição.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Yanis Begraoui (Estoril Praia): Mais uma exibição de gala do avançado marroquino na Amoereira. Anotou dois golos de alta qualidade e só não chegou ao terceiro porque o defesa do Alverca introdziu a bola na baliza por ele. Excelenta época do nº14 do Estoril até ao momento.
Bastien Meupiyou (FC Alverca): Noite para esquecer do central francês. Duas infelicidades que custaramn caro à equipa do Alverca e que certamente deitaram abaixo a moral do defesa e da equipa, que sentiu muito os dois momentos.
João Carvalho (Estoril Praia): O médio da formação canarinha foi essencial para desbloquear o encontro. Apesar de não ter conseguido inscrever o seu nome na lista de marcadores, esteve diretamente ligado aos dois golos que resultam eu auto-golo e foi por isso peça-chave para o resultado.
Alex Amorim (FC Alverca): Numa noite em que era difícil sobressair a nível individual face ao contexto coletivo, o médio brasileiro brindou os adeptos com um autêntico golaço e mostrou o porquê de ser um dos jovens mais promissores da Primeira Liga.
O árbitro
Fábio Veríssimo foi fiel aos seus critérios durante todo o jogo e deixou que o encontro decorrese de forma fluída e sem grandes interrupções.
Incidentes: O filme do jogo





