O génio de André Luiz pareceu, até muito tarde, contrariar quase a totalidade do filme do jogo e deixou o Rio Ave à beira dos três pontos, mas, aos 90+10, Pablo Felipe - que regressou após quatro jogos - aproveitou a confusão na área para fazer o que sabe melhor: marcar o 2-2 final e dar pontos ao Gil Vicente.
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Em busca de alcançar a sua melhor 1ª volta da história, o Gil Vicente recebia um Rio Ave também a fazer história esta época, com um português - João Tomé - a titular pela 1ª vez em 2025/26. Com essa ambição, os gilistas entraram com tudo na partida, a pressionar alto, em bloco, e muito atrevidos no remate - oito remates nos primeiros 15 minutos - fruto da sua verticalidade e processos simples.
Do outro lado, o Rio Ave estava com enormes dificuldades na construção e em contrariar essa pressão do Gil (muito bem conseguida) e foi um fantasma ofensiva durante a maior da 1ª parte. Os comandados de César Peixoto iam ameaçando das mais diversas formas, testando Miszta entre os postes e acabaram por ser felizes quando, aos 39', um grande trabalho de Gustavo Varela desmarcou Murilo Souza na direita da área e este rematou para o tão aguardado 1-0.
Contudo, sem que nada o previsse - o futebol tem destas coisas -, o Rio Ave, que até então tinha sido absolutamente inofensivo, sem fazer qualquer remate, empatou dois minutos depois, precisamente na reposição de jogo: André Luiz foi servido na direita, soltou o génio, arrancou por aí fora, entrou na área e rematou fortíssimo para o 1-1.
Depois de uma 1ª parte que deixou muito a desejar, o Rio Ave tentou entrar mais paciente com bola, chamando a pressão gilista, que já não era tão intensa. Apesar disso, as dificuldades de ligação permaneciam e o jogo baixou um pouco de qualidade durante um pouco, mesmo com a entrada de Pablo Felipe, goleador gilista. No entanto, André Luiz mostrou estar num dia de inspiração máxima e, aos 66', desbloqueou o jogo com mais uma grande arrancada pela direita, cruzando tenso para a pequena área, onde Antonio Espigares foi infeliz e marcou auto-golo.
O Gil acabou, contudo, por responder «na mesma moeda», foi para cima e, apenas quatro minutos depois, Tidjany Touré tirou um «coelho da cartola» e marcou um golaço de fora da área, que acabou anulado pelo VAR - mão no decorrer da jogada - para desespero gilista. O jogo tinha mudado totalmente de figura e o Gil era obrigado a correr, pela primeira vez, atrás do prejuízo, frente a um Rio Ave seguro como ainda não se tinha visto na partida.
A ponta final de jogo teve uma chuva impressionante e até direito a consecutivos apagões esporádicos da luz do estádio, o que foi parando o ritmo. O Gil Vicente tentou a todo o custo retirar algo do jogo e encostou o Rio Ave às cordas, mas os vila-condenses defenderam-se com unhas e dentes até não aguentarem mais. O balde água gelada surgiu aos 90+10, depois da expulsão de Nikitscher, pelo herói que deixava saudades: Pablo Felipe aproveitou a confusão na área, na sequência de um livre quase no meio campo, e rematou para o 2-2 final.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
André Luiz (Rio Ave): o brasileiro continua numa forma espetacular e teve dois lances geniais, que alimentaram a sua equipa - que tão pouco fez por merecer, enquanto um coletivo.
Pablo Felipe (Gil Vicente): um goleador mostra do que é feito. O Gil passava por dificuldades ofensivas nos últimos tempos, entrou atrevido, mas foi desperdiçando muito. Pablo regressou aos relvados e logo a marcar um golo importantíssimo.
Marvin Elimbi (Gil Vicente): Clayton teve um jogo apagadíssimo e em muito se deve à grande exibição defensiva do francês. Muito forte e coeso.
O árbitro
O árbitro Diogo Rosa teve um jogo muito complicado, que acabou manchado por uma 2ª parte difícil. O golo anulado a Touré deixa muitas dúvidas - a bola ressalta em Aguilera e só depois vai ao braço de Luís Esteves - e a expulsão de Nikitscher também pode ser algo excessiva, principalmente pelo primeiro amarelo.
Incidentes: O filme do jogo





