Benfica e PSG, duas equipas já eliminadas da Women’s Champions League, mediram forças em Lisboa, com o encontro a terminar empatado (1-1). Uma despedida da prova agridoce para as pupilas de Ivan Baptista que, apesar das boas indicações deixadas ao longo da partida, começaram a perder e terminaram o jogo sem conseguir sorrir por completo - sofreram no começo e no fim.
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O PSG entrou melhor no encontro e chegou à vantagem logo nos minutos iniciais. Aos cinco minutos, Onyi Echegini aproveitou um erro no processo de construção encarnado e roubou a bola à entrada da área. A médio não hesitou em progredir pelo corredor central e, já em zona perigosa, encheu o pé esquerdo. Lena Pauels ainda tentou travar o remate, mas nada pôde fazer. Estava feito o 0-1 para o conjunto francês.
A resposta do Benfica foi positiva e a equipa cresceu a olhos vistos. Lúcia Alves destacou-se como a jogadora mais perigosa, tendo feito dois passes que podiam ter dado golo, mas que acabaram desperdiçados. Ainda assim, a internacional portuguesa manteve-se persistente e, após várias investidas pelo corredor esquerdo, conseguiu forçar o erro da defensiva parisiense. A camisola '13' foi travada em falta no interior da área e a juíza da partida assinalou grande penalidade. Carole Costa assumiu a responsabilidade e não desperdiçou, batendo para o seu lado esquerdo e enganando a guardiã adversária. Igualdade reestabelecida aos
Até ao apito para o descanso, foi a equipa portuguesa quem criou mais dificuldades. Chegar ao último terço não era problema; a principal adversidade esteve na definição nesse espaço. As tentativas encarnadas não surtiram efeito e, ao intervalo, o marcador registava um empate a uma bola.
A segunda parte ficou marcada por um maior equilíbrio entre as duas formações. O Benfica mostrou-se mais confortável na circulação de bola, à semelhança do que já vinha a demonstrar no final da primeira metade. O PSG revelou menos critério na construção, mas conseguiu criar perigo a partir de lances que pareciam controlados.
Disso são exemplo dois lances protagonizados por Merveille Kanjinga. Primeiro, aos 64 minutos, na sequência de um canto, a jogadora colocou a bola no fundo das redes, mas o golo foi anulado após intervenção do VAR. Mais tarde, aos 75', acertou por duas vezes consecutivas no poste da baliza encarnada, num autêntico susto para os adeptos presentes no estádio.
Estes momentos de maior aperto surgiram, coincidência ou não, após Ivan Baptista ter promovido quatro alterações de uma só vez. Lúcia Alves, Nycole Raysla, Chandra Davidson e Catarina Amado deram lugar a Rakel Engesvik, Pauleta, Lara Martins e Letícia Almeida. As dinâmicas da equipa alteraram-se e, durante alguns minutos, o Benfica sentiu dificuldades em travar as investidas adversárias. Ainda assim, as encarnadas conseguiram evitar males maiores e a despedida da prova terminou com um empate a uma bola.
Com este resultado, o Benfica conclui a sua participação na prova milionária no 16º lugar, enquanto o PSG termina na 17ª posição. O próximo jogo das águias será frente ao Sporting. O Estádio José Alvalade vai ser o palco do dérbi eterno, um encontro a contar para a 8ª jornada da Liga BPI.
Incidentes: O filme do jogo













