Não era Champions, mas ninguém negará que o Estádio José Alvalade recebeu esta quinta-feira um jogo muito rico, a contar para os oitavos de final da Liga Europa. Rico em qualidade, em futebol, em oportunidades, histórias e golos.
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O Sporting recebeu o líder da Premier League, Arsenal, mas não se encolheu perante tantas armas. Esteve a perder, empatado e a vencer, com momentos de grande qualidade e também com algum azar pelo meio, antes de terminar o jogo com um empate (2-2) no marcador.
Decisões só daqui a uma semana, no Emirates Stadium.
Cada um a seu canto
Alvalade recebeu um gigante, mas com uma postura esperançosa. O Sporting, no momento de maior consistência na temporada, surgiu com confiança suficiente para assustar um adversário de calibre superior, com um rugido logo ao sexto minuto. Foi Pedro Gonçalves quem desperdiçou uma ocasião de ouro, isolado, depois de um belo passe longo de Gonçalo Inácio.
Depois disso, os gunners assumiram o jogo e criaram alguma superioridade no meio-campo, com Fábio Vieira e Zinchenko a aparecer constantemente em terrenos interiores e a dinamizar o ataque desta formação visitante. O Sporting também se portava bem com bola, mas Esgaio e Matheus Reis foram timidez na forma de uma dupla de alas.

A boa notícia, do ponto de vista luso, é que as bolas paradas podem ferir em ambas as balizas. Gonçalo Inácio já estava a ser um dos melhores elementos do lado leonino quando, aos 34 minutos, rematou de longe e assim ganhou um canto que ele próprio finalizou com uma cabeçada certeira. O primeiro golo do Sporting contra o Arsenal, ao quinto jogo entre as duas equipas!

O bom tipo de caos
O golo leonino foi dínamo para a explosão de oportunidades de golo, num jogo cada vez mais partido. Só até ao intervalo, Granit Xhaka ameaçou para os visitantes, enquanto Edwards e Paulinho tiveram nos pés uma chance oferecida por Matt Turner. Na segunda parte, as chances acumularam-se rapidamente, entre Francisco Trincão, Martinelli e Fábio Vieira, num bom tipo de caos futebolístico que culminou com a reviravolta da casa.
Foi Paulinho quem mostrou os dentes e deu muita felicidade aos adeptos do Sporting, que celebraram o 2-1 com a música que dedicam ao ponta de lança. Um golo fácil, de encosto, na recarga de um lance que nasce da criatividade de Marcus Edwards - o inglês voltou a ser destaque contra uma formação londrina.

O jogo manteve-se rico mesmo com o avançar do relógio, mas nenhuma das caras novas lançadas por Amorim ou Arteta tiveram impacto no resultado, que se manteve em empate até ao apito final. O leão pode não ter conseguido matar o gigante, mas, a meio desta eliminatória europeia, está bem vivo e segue para Londres com tudo em jogo.










