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    Entrevista ao treinador português - Parte I

    Renato Paiva e um ano no Equador: «Estamos a fazer um trabalho notável»

    Publicado em: 2021/11/15 11:00 Atualizado em: 2021/11/18 08:50
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    Numa altura em que está quase a cumprir o primeiro aniversário desde a sua saída do Benfica e ida para o Equador, Renato Paiva contou ao zerozero como tem sido a experiência no Independiente del Valle e o caminho rumo à possibilidade de fazer história. Além disso, o treinador português falou dos seus largos anos de ligação ao Benfica, de vários dos jovens que lhe passaram pelas mãos, e surgem agora no radar da equipa principal, e do momento da saída de Bruno Lage.

    Com 18 anos de Benfica no currículo, Renato Paiva decidiu terminar a ligação às águias e rumou ao distante campeonato equatoriano, onde está a três finais de fazer história no Independiente del Valle. Na primeira parte da grande entrevista ao zerozero, o treinador português explicou o porquê dessa escolha e contou tudo o que há para saber sobre o seu novo clube, país e os próprios jogadores, e o seu talento, que comanda.

    Renato Paiva tem encantado tudo e todos no Equador ©Getty /

    «Foram 18 anos na casa do meu coração, mas precisava de me testar...»

    zerozero (ZZ): Está prestes a cumprir um ano no comando técnico do Independiente Del Valle, já é possível fazer um balanço mais concreto sobre o que está a viver no Equador?

    Renato Paiva (RP): O balanço só podia ser mais positivo se tivéssemos ganho a 1.ª fase do Campeonato, mas, mesmo assim, com a equipa que tínhamos, ter estado até a duas jornadas do fim com hipóteses de ganhar foi muito bom. Agora sim, somos líderes desde a 1.ª jornada desta 2.ª volta e espero que assim continue. Foram 18 anos na casa do meu coração [n.d.r. Benfica], anos de grande aprendizagem, crescimento e emoção, mas eu sentia que precisava de mais alguma coisa para me provar e testar. Foram muitos anos a formar, muitos anos a ganhar, mas depois quando se chega à equipa B fica mais fechado e difícil. Queria conhecer novos desafios e testar-me no futebol profissional. Esta oportunidade foi fantástica no timing, na qualidade do projeto e o balanço é muito bom. Como me disseram, este é o clube mais europeu da América do Sul e realmente confirma-se em termos de filosofia e mentalidade. As pessoas que pensam o clube têm uma filosofia impecável e tudo gira à volta dessa filosofia. As condições de trabalho, logística, qualidade do plantel e humana, o país em si… Estou apaixonado pelo que estou aqui a fazer. Depois há o aliciante de tropeçar na história, que é o facto deste clube nunca ter sido campeão nacional. É um caso de estudo, porque ganhou primeiro uma competição internacional do que uma nacional – ganhou a Copa Sudamericana em 2019. 

    ZZ: …

    RP: Porque é que nunca ganhou a nível nacional? Para perceber o paralelismo, o Independiente del Valle é um género de SC Braga do Equador. O Barcelona é o Benfica, a Liga de Quito é o Sporting e o Emelec é o FC Porto e depois aparece o Independiente, um clube mais jovem, com menos dimensão de adeptos, orçamento menor e com menos mediatismo. Isso fascina-nos ainda mais e dá ainda mais valor ao que estamos a fazer. Muita gente está entusiasmada com a possibilidade de disputarmos a final com o Emelec porque nos introduzimos neste lago de tubarões e estamos a fazer um trabalho notável. Começou difícil, com a adaptação a um futebol diferente, conhecer o plantel e vice-versa, a equipa estava habituada a jogar de uma forma com diferenças notórias, especialmente na defesa. Era uma equipa que fazia e sofria muitos golos, metia muita gente no processo ofensivo, criava uma imensidão de oportunidades e era capaz de estar a vencer 4x0 e ir empatar 4x4. O grande pecado desta equipa era a transição defensiva e os equilíbrios, porque todas as equipas se fechavam e jogavam no erro. Nós levámos algum tempo a trabalhar isto, custou no início, mas conseguimos ir de menos a mais e pelo meio conseguimos o épico apuramento para a Libertadores, onde pouca gente acreditava. Não tivemos muita sorte no sorteio da fase de grupos – apanhámos o Palmeiras, o vencedor da Copa Sudamericana e uma equipa do Perú – e aí já não correu tão bem. Demos uns retoques no plantel em julho, quando acabou a 1.ª volta. Era uma equipa com muitos miúdos e quisemos trazer mais experiência, com gente habituada a grandes decisões e a ganhar campeonato, algo que faltava. Faltam duas jornadas, vamos defrontar o Emelec e se ganharmos fechamos praticamente o 1.º lugar. Estamos super contentes. Alguma mágoa por ter deixado o clube do meu coração, mas foi uma decisão que tinha que ser mais racional do que emocional. Se fosse emocional nunca teria saído do Benfica. Mas foi racional e foi a decisão certa. 

    ZZ: Para quem não conhece o campeonato equatoriano, como é que o apresenta?

    RP: Não é por acaso que as duas equipas mais bem posicionadas para ir à final, nós e o Emelec, são treinadas por treinadores europeus (português e espanhol, no Emelec). A influência da Europa neste tipo de futebol tem a ver acima de tudo com a questão tática. Neste campeonato há muita qualidade a nível individual, sem dúvida nenhuma, jogadores com uma relação com a bola e capacidade técnica acima da média, capacidade física muito potente, dos melhores da América do Sul, mas depois um conhecimento do jogo baixo. O jogador equatoriano olha muito para o jogo na sua relação com a bola e fecha-se muito aí. Uma das últimas decisões é jogar com o colega. No início foi uma grande confusão criar esse tipo de relação com a equipa. A maioria joga na valorização individual e no erro adversário. Os campos e as relvas são terríveis para a ideia de jogo que queremos, são altos e secos. O tempo de jogo útil é baixo, as equipas assim que estão a ganhar, mesmo que seja aos 15 minutos, fazem tempo. [...] O clube construiu um estádio durante a pandemia, deve ser caso único no mundo, e a nossa preocupação com as relvas é ao milímetro, porque queremos treinar como jogamos. Contudo, a jogar fora temos sempre esse problema. Como se sabe, o treinador português tem uma grande capacidade de adaptação e é isso que temos feito.

    ©Getty / JUAN MABROMATA

    «Não conheço nenhuma equipa do mundo que ganhe campeonatos de forma consecutiva só com miúdos»

    ZZ: Sai do Benfica onde o objetivo era formar para o Independiente onde também tem que formar, mas com a obrigação de ter resultados. Como foi feita essa transição?

    RP: Uma das características que me trouxe até aqui foi mesmo a minha relação com a formação do jogador. Esta é, de longe, uma das melhores academias da América do Sul e essa foi uma característica que me trouxe até aqui e a direção pediu como prioritária. O que fizemos ver aos diretores é que acompanhar o crescimento que querem deste clube, aproximá-lo cada vez mais dos maiores clubes, só com jovens não era possível. Conseguiram uma vez, mas foi a exceção e demos o exemplo da 1.ª volta do campeonato. Faltou-nos experiência, eramos a equipa que mais criava, mas também a que mais desperdiçava. Por isso fizemos ver os diretores que era importante dar esse passo e criar uma mescla forte entre experiência e juventude. Nunca deixámos de olhar para os jovens, mas necessitávamos de mais experiência e qualidade. Trouxemos o Jonathan Bauman, que é o melhor marcador do campeonato neste momento e já muitos consideram o favorito a melhor jogador do campeonato. Fomos buscar o Júnior Sornoza, que é um produto do clube, mas saiu para o Brasil e agora voltou. Fomos buscar o Fernando Gaibor. Começámos agora o processo de adquirir jogadores para a próxima época, estamos a olhar para a equipa B e já há miúdos a trabalhar connosco. Não conheço nenhuma equipa do mundo que ganhe campeonatos de forma consecutiva só com miúdos, mas nunca deixámos de olhar para os jovens, que são o coração do clube.

    ZZ: Ao nível de matéria prima, que é o jogador, como define a diferença entre o que encontrou aí e em Portugal?

    RP: Jogadores de potencial individual enorme, mas com falta de trabalho de base. Este clube também começou a ter a preocupação de formar treinadores, que deviam trazer certos aspetos. Chega-se à formação do Benfica e um miúdo sub-17 já tem os princípios quase todos, aqui não acontece. Tecnicamente são evoluídos, mas depois ao nível do jogo e da sua compreensão estão bastante abaixo. É a grande diferença. Também sinto que no Benfica a quantidade de melhores jogadores era notoriamente mais elevada, sendo que no Independiente a quantidade que têm para a realidade do Equador é também muito alta. Têm uma rede de scouting por todo o país e assim que os encontram trazem-nos para aqui para viverem. Tinha uma escola, agora está a terminar um colégio, já está a funcionar com os professores por aí espalhados a dar aulas. É uma visão mesmo muito europeia. Os miúdos estudam aqui, graduam-se aqui, têm prémios para melhor aluno. Há uma grande preocupação, sabendo até que a nível social o Equador não é um país muito desenvolvido e há vários objetivos do clube em informar a malta mais jovem, nomeadamente ao nível da Educação Sexual, porque antes havia muitos miúdos com 16 anos a serem pais. O clube foca-se muito na parte cívica e tem inclusivamente uma fundação. Recentemente, o clube, jogadores e equipa técnica juntaram um valor e doaram três casas para uma zona paupérrima junto à Colômbia, para albergar três famílias. Não nos ficamos com a preocupação de ir buscar jogadores apenas. Semeia para colher mais tarde. As pessoas ficam ligadas ao clube. Ajudamos e deixamos raízes. O clube é jovem, não tem um número de adeptos muito grande e assim conquistamos apoiantes também. Quando chegámos à final da Libertadores, por exemplo, houve um violentíssimo terramoto no país e o clube encheu o estádio e doou a totalidade das receitas de três jogos para as vítimas. Isto marcou uma etapa, onde toda gente ficou a gostar de nós. É uma espécie de segundo clube de toda gente, à imagem da Académica de Coimbra em Portugal [risos]. Isto é muito bom, mas queremos é subir a nível desportivo e isso já se começa a ver. Já se nota algum incómodo na imprensa e nos adeptos, porque nós viemos mexer no «queijo que era dos outros», como se costuma dizer. 

    ZZ: Numa entrevista a outro órgão [Tribuna Expresso], disse que um treinador profissional é melhor se tiver passado pela formação. Agora que está do outro lado, mantém esta opinião?

    RP: Facilita-me muito. Transfere-me para aquilo que é a formação e o clube tem usado muito dos nossos conhecimentos para mexer na formação e colocá-la noutro patamar. Dei uma entrevista recentemente e o jornalista dizia-me que o Pellerano, de 39 anos e com um grande percurso ao nível de clubes, e o Bauman, com 30, estão a aprender coisas que nunca tinham aprendido. Eu podia já retirar-me enquanto treinador depois de ouvir isto. É das melhores coisas que podes dizer quando o teu foco é o jogador. Quando ouves o jogador dizer isto é fantástico. Depois perceber que quando trazes a capacidade de ir ao detalhe, algo importante para ser um bom profissional na formação, e continuas com essa preocupação, sem quebrar o ritmo dos treinos, sem aborrecer os jogadores, não tenho dúvidas que todo esse detalhe faz a diferença.  Temos o exemplo da cultura do vídeo para análise de equipa e da linha defensiva, somos os líderes ao nível de fora de jogo tirados no campeonato e na Libertadores. Não somos uma equipa que joga em fora de jogo, mas somos alguém que se concentra no controlo da profundidade e na organização defensiva. Isto foi uma novidade para eles e dá-nos gozo olhar para a linha defensiva do Independiente. Alinhar cinco jogadores ao centímetro é muito difícil. Há ainda a parte de chegarem a uma hora antes, despirem-se e pesarem-se todos os dias. O excesso de peso aqui é um problema, porque a comida é muito boa.

    ZZ: Em que é que aspetos é que teve de adaptar-se e que diferenças há desde que deixou Portugal?

    RP: Foram anos e anos a falar e treinar com meninos e agora falo com e para homens. Tens que mudar algumas coisas no teu treino e na tua interação com os jogadores, tens que perceber os limites, que não havia com os miúdos. A perceção do jogo é mais resultadista do que era, sem nunca descaracterizar a nossa maneira de jogo, mas se for preciso fechar o jogo em 1x0, fechamos em 1x0. Isto na formação, e no Benfica, não se fazia tanto. Depois é preciso adaptar-me ao tipo de campeonato, com muitas quebras de ritmo, muita gente a queimar tempo, com relvas horríveis, onde precisamos de ser menos românticos na visão do jogo e não podemos exacerbar a fase de construção perto da baliza. Nunca descaracterizamos o que queremos, mas não vamos começar a dar charutos à maluca para frente, mas arranjar soluções consoante o que a tua equipa tem. A arbitragem não é boa. Não há VAR e estou farto de pedir. Não é por haver corrupção, mas sim porque os árbitros precisam de mais ajuda, de tal modo que agora veio um árbitro argentino muito conhecido, para servir de consultor e os ajudar a crescer. Há um claro upgrade, mas como disse, o treinador português é campeão do mundo em adaptar-se e eu tive que me adaptar. Claro que passar da formação para a equipa B, embora eu considere que a equipa B ainda é formação, me ajudou a ver o contexto do futebol profissional, mas não tem nada a ver com o que encontrei aqui. Tive uma adaptação normal, gradual, com erros, com mais decisões acertadas do que erradas, senão não estávamos onde estávamos.

    «Profe, no se calle contra la prensa amarilla»

    ZZ: Disse que já começaram a surpreender a imprensa. Como é que o Renato gere a sua relação com a imprensa aí? Aqui sempre o fez de forma muito descomplexada e trazia todos os temas para as conferências sem tabus...

    RP: O Renato é o mesmo. Igual. As conferências de imprensa são públicas, estão no Youtube e podem ver isso. Sou o mesmo a tentar passar conteúdos para tentar explicar as coisas e o jogo sem grandes truques e estapafúrdios, mas o Renato é o mesmo na frontalidade também. Aqui há um problema que é latente. Há 16 equipas que estão contra o processo editorial da GolTV. A GolTV está sediada em Guayaquil, onde está o Emelec e o Barcelona, e é patrocinada do Barcelona. Imaginem a SportTV patrocinar o Benfica, FC Porto ou Sporting. Eu não me importava que os patrocinassem, desde que os critérios editoriais fossem isentos, mas não são. E por isso já arranjei aqui alguns amigos na GolTV. É prioritário para mim defender o Independiente del Valle, os seus profissionais e os seus jogadores e quando eu sinto que estes senhores não o fazem, sou o primeiro a falar. Claro que isso levou a uma reação. A minha filha diz, e é verdade, que desde que isso começou, a GolTV deixou de me gravar durante os jogos. A minha filha diz «oh pai, eles filmam os outros treinadores e a ti quase não te filmam». Eu respondi que isso era uma vantagem. Se eu fosse bonito era mau, mas feio como sou é uma vantagem [risos]. Há este tipo de guerrilhas, mas não estou sozinho. 16 dos 18 clubes assinaram um comunicado a criticar esses critérios e só não assinaram mesmo o Emelec e o Barcelona, sendo que eles ainda se queixaram. Na 1.ª volta, quando fomos jogar ao campo do Emelec, e aí já tinha dado umas cacetadas, porque fomos jogar ao campo do Barcelona, fizemos um jogo fantástico em que estivemos a ganhar 2x0 e no final eles empataram 2x2 com um penálti mais ou menos, e no fim o homem do jogo foi deles, quando um jogador meu fez um golo e uma assistência. Os comentários eram como se o Independiente não tivesse jogado, eu disse o que me ia na alma e comecei a arranjar amigos nesse dia. Ora, no jogo com o Emelec, há um lançamento de linha lateral para eles junto a mim e o lateral deles vem para fazer o lançamento, meteu a mão na cara e deu-me os parabéns por ter tido a coragem de dizer aquilo que ninguém diz. Mas isto é só com a GolTV, com o resto da imprensa a minha relação é fantástica. Aliás, os próprios jornalistas gostam que eu diga isto, porque estou a por o dedo numa ferida. Mas eu dou-me muito bem com todos, mas informei o meu diretor de imprensa que para a GolTV não falo. Só falarei na final, se lá chegarmos, porque sou obrigado, visto que eles são os transmissores oficiais, mas garanto que será algo bastante rápido [risos]. Sou assim, não gosto de injustiças, ainda para mais quando tens que ser isento e eu tenho uma filha jornalista a quem digo todos os dias que enquanto profissional deve ter a isenção como prioridade e estar bem documentada. Se um dia ela tiver que dizer que o seu pai vai ser despedido porque a sua equipa não joga nada, terá que o dizer. Eu sou assim, porque o meu pai lutou contra a ditadura de Salazar enquanto escritor, foi perseguido pela censura e ensinou-me a ser assim. É a melhor homenagem que lhe posso fazer enquanto vida, porque ele ainda é vivo, ser frontal, sendo respeitoso.

    ZZ: Mas sente que além de mudar a mentalidade dos jogadores, também está a mudar a mentalidade de jornalistas, treinadores e população em geral? Um papel muito mais abrangente do que inicialmente pensava?

    RP: Não era esse o meu objetivo. O meu objetivo era defender o meu clube quando foi menorizado por esses senhores. Agora, como ninguém o fazia, isso gerou uma onda de admiração e teve um grande impacto. De repente está o presidente da Liga de Quito a dar-me razão e a criticar a GolTV. Não que todos os jornalistas da GolTV sejam assim, mas os programas de resumo, que elegem o golo da jornada e tudo mais é altamente tendencioso. É tendencioso porque alguns são muito fraquinhos e não pertencem nada de futebol e porque têm que responder a um patrão. Isto veio criar uma onda de choque e de repente dou por mim a ser elogiado pela população. No último jogo, entre o balneário e o autocarro levámos uns 10 minutos e o que a maioria das pessoas dizia era «Profe, no se calle contra la prensa amarilla», que é a do Barcelona. Isto marca. É importante. 

    ZZ: E como está a correr a preparação para esse jogo importantíssimo? Certamente quer, no mínimo, adiar o título do Emelec para essa finalíssima.

    RP: Nós temos mais três pontos e sete golos, em caso de empate decide-se por golos. Jogamos em altura, eles são da costa e nós em altura. Tem alguma influência. Nós, já com público, queremos que nos ajudem nesta definição. Neste momento só temos um guarda-redes na seleção. Vamos treinar nestes dias e preparar o jogo. É uma semana larga, conhecemos bem o Emelec e montámos aqui uma estratégia. O Emelec ganhou a primeira volta e começámos, com tempo, a estudá-los, sabendo que seriam um dos finalistas. É uma equipa com um orçamento bastante superior, com qualidade individual bastante boa, têm três jogadores na seleção, com um treinador espanhol muito bom, e por isso vai ser uma final que espero que seja a primeira de três.

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    Renato Paiva
    Nascimento/Idade1970-03-22(56 anos)
    FunçãoTreinador

    Fotografias(38)

    Comentários

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    Motivo:
    ON
    Onespecial 15-11-2021 16:25
    Maxaqueen
    Chama-se Renato Paiva e em um treinador português que trabalhou durante 18 anos na formação de jogadores que hoje desfilam em grandes clubes europeus e bem como na seleção portuguesa. E neste momento "este senhor" está prestes a fazer história ao conduzir um clube outsider ao seu primeiro título nacional.
    E quanto a relevância esse é processo que conquista-se ao longo de tempo e são etapas como essa que ele está a viver que ter a tão afamada "relevância"
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