Portugal fiou-se na sorte e ficou fora da final da Taça das Confederações. Contra um muito exigente Chile, a seleção lusa teve momentos mais elevados que outros, pareceu ser novamente bafejada pela sorte a acabar o prolongamento, mas sucumbiria de forma desastrosa nos penáltis, onde Bravo brilhou.
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Oscilações no domínio
Não era suposto um arranque de jogo tão vivo. Esperava-se bem mais cautelas do que as que existiram no primeiro quarto de hora. A uma grande oportunidade de Vargas, Portugal respondeu com outra de André Silva. Às duas, os guarda-redes acederam de forma estupenda. E não se ficou por aí. Dois remates de André Gomes, magia de Bernardo Silva nos pés e um ascendente luso que se deveu à interação dos dois médios interiores.
Só que, na área chilena, não houve convicção. Os médios lusos são jogadores de ficar à porta e as investidas tiveram quase sempre inconsequência por falta de povoamento ofensivo. Depois, uma lesão momentânea de Hernández permitiu aos chilenos organizarem.
O próprio Hernández e Aránguiz, ou seja os dois médios mais próximos da linha, passaram a atuar mais no meio e os chilenos começaram a dominar na zona nevrálgica. Houve também menos bolas paradas à mercê de Portugal e isso foi um dado positivo para um Chile que nunca esteve confortável nessa vertente.
A bola passou para o domínio chileno e Portugal recolheu-se no ímpeto no resto da primeira parte. A marcação a Bernardo explica um pouco a perda de qualidade lusa, o desdobramento de trabalhos de Adrien amplia e a falta de uma boa saída de bola atrás completa.
Problemas que o intervalo não resolveu.
É bom que se diga que, entre os 15' e os 70', o Chile deu tudo. Inverteu a tendência e os números da posse de bola, jogou mais no meio-campo contrário e teve - por causa do motor que é Vidal - um ascendente difícil de contrariar.
Havia, em parte, uma explicação. Portugal tinha mais um dia de descanso e isso poderia ter influência nos sul-americanos. Rui Patrício foi enorme nessa altura com duas grandes defesas. E o Chile rebentou.
Foi então tempo para 15 bons minutos lusos (entre os 70' e os 85'), com um André Gomes ressurgido (a jogar a 10, atrás de Ronaldo), mas com uma impressionante alergia à baliza. A seguir, altura para a mentalidade portuguesa se juntar à chilena, que já só via prolongamento à frente.
Um frete (e um susto) até à decisão
E não há muito mais a dizer. Claro que Fernando Santos refrescou a equipa com Nani, Quaresma e Moutinho (além de Gelson, demasiado tarde), mas não houve muito que contar.
No Chile, a sobriedade não era melhor e apenas um Alexis Sánchez revigorado remava contra a maré que era de enorme acalmia até ao minuto 119... Quando Vidal atirou ao poste, Rodríguez na trave e... Fernando Santos no terço.
Um terço que não chegou perante tamanha diferença de competência nas grandes penalidades. Zero marcadas (e defendidas) por Portugal, três concretizadas pelos chilenos.
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