Está encontrado o primeiro finalista da Taça de Portugal 2025/2026! O Sporting beneficiou do resultado da primeira mão (1-0) para seguir em frente e eliminar o FC Porto, tendo em conta o empate a zeros (0-0) verificado nesta quarta-feira. O conjunto de Alvalade soube sofrer até ao fim e carimbou o passaporte no Estádio do Dragão.
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Em relação ao último encontro, Farioli mudou quatro peças, uma vez que Thiago Silva, Pablo Rosario, William Gomes e Gabri Veiga entraram para os lugares que pertenceram a Zaidu, Alan Varela, Pepê e Rodrigo Mora. Do outro lado, Rui Borges apostou em Geovany Quenda para substituir Pedro Gonçalves.
Muita luta...
Casa cheia, duas equipas com qualidade e bons protagonistas dentro de campo. Estavam reunidos os ingredientes para um grande jogo e os primeiros minutos permitiram antever isso mesmo, tendo em conta o elevado ritmo que as duas equipas implementaram, apesar de muita cautela à mistura, pois claro. Poucos riscos e poucos remates caraterizaram este período.
O que também ajudou a descrever esta fase incidiu na lesão de Gonçalo Inácio, que obrigou Rui Borges a alterar ligeiramente a estratégia idealizada, pois Zeno Debast entrou para o centro de defesa. Curiosamente, a equipa subiu de rendimento a partir daí, conseguindo encontrar espaços no último terço contrário, algo que não tinha acontecido nos primeiros minutos.

A partir daqui, a tática superou qualquer emoção proveniente das bancadas (que ambiente!). O Sporting aproveitou alguns espaços concedidos por parte do FC Porto, que apostou em transições rápidas para tentar ameaçar a baliza contrária. Excetuando uma ou outra aproximação pontual (Gabri Veiga e William Gomes estiveram perto do golo), nenhum remate contou grande perigo.
Acima de tudo, uma parte dividida em períodos. Os dragões começaram melhor, os leões equilibraram a partir daí, sendo que os azuis e brancos voltaram a carregar na reta final, fruto de uma descida de rendimento por parte dos forasteiros, claramente confortáveis com a vantagem adquirida na primeira mão, ainda no Estádio José Alvalade. O que nos daria o segundo tempo?
E uma equipa a sorrir
O segundo tempo recomeçou com um FC Porto novamente mais pressionante e à procura do golo. No entanto, o Sporting manteve-se compacto e a estratégia defensiva continuou a dar frutos, pese embora a saída por lesão de Morten Hjulmand, que abandonou o relvado aos 50 minutos, dando lugar a Daniel Bragança, um médio com outro tipo de caraterísticas.
Para tentar ultrapassar este bloco, Farioli mudou a abordagem pouco tempo findado, pois Alan Varela entrou para o meio-campo, enquanto Pablo Rosario ocupou a posição de central ao lado de Jan Bednarek. Um desenho mais ofensivo, que permitiu que Kiwior aparecesse em zonas mais interiores, de modo a deixar Oskar Pietuszewski com a linha para poder criar oportunidades.

O jogo manteve-se amarrado até aos últimos instantes, sendo que o cartão vermelho mostrado a Alan Varela dificultou (ainda mais) a tarefa aos dragões - que defesa de Diogo Costa aos 90´ -, que tudo tentaram para contrariar o desfecho desta eliminatória. Podemos falar da intervenção decisiva por parte de Rui Silva?
De nada serviu: o Sporting manteve a diferença mínima no marcador e festejou em pleno Estádio do Dragão.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Pablo Rosario (FC Porto): grande exibição por parte do médio, que jogou na sua posição, a central e a defesa direito, após a saída de Alberto Costa. Cumpriu, acrescentou qualidade e voltou a demonstrar o porquê da confiança por parte de Farioli, que já o elogiou diversas vezes.
Jakub Kiwior (FC Porto): teve pela frente Geny Catamo e correspondeu com classe, apesar de ter atuado a defesa esquerdo. No segundo tempo subiu de nível, participando de forma ativa nas jogadas de ataque por parte do FC Porto. Exibição completa em distintos aspetos.
Ousmane Diomande (Sporting): irrepreensível durante os 90 minutos, sendo que raramente perdeu um duelo com os seus adversários. Teve energia para ser um dos elementos fundamentais na estratégia leonina, terminando muito desgastado.
Rui Silva (Sporting) esteve sempre tranquilo ao longo dos 90 minutos e realizou a melhor intervenção na noite no último segundo, após um cabeceamento de Moffi. Segurou a vantagem na eliminatória de forma decisiva.
O árbitro
Como seria de prever, uma arbitragem extremamente exigente para Miguel Nogueira. Ficam várias dúvidas em relação ao lance de Gonçalo Inácio sobre William Gomes e ao lance de Zeno Debast ainda na primeira parte - com a equipa de arbitragem a ter entendido que a bola embateu no braço de apoio - bem como à situação de Gabri Veiga, num possível cartão vermelho por pisão sobre Hjulmand. Já no que toca à expulsão de Alan Varela, a decisão foi bem ajuizada.
Incidentes: O filme do jogo









