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De Napoleão a Hitler, passando por Estaline, Gdansk sempre foi palco de cobiça e desejo pelos grandes senhores do continente. A sua história está marcada por sangue, revoluções, protestos; mas houve um tempo que foi uma cidade de comércio, que do seu porto partiam barcos que cruzavam o Báltico até ao Mar do Norte, circundando a Península Ibérica chegavam ao Mediterrâneo. Com o dinheiro do negócio chegou a arte, a cultura, as igrejas foram renovadas, artistas foram convidados e as riquezas desembarcavam regularmente no cais ao longo do movimentado Vístula.
Napoleão Bonaparte, o General e Imperador dos franceses, afirmou um dia que Gdansk era a chave para tudo. Algo que foi comprovado pelos cerca de mil anos de história tumultuosa, e muita das vezes sangrenta, da cidade marítima, conhecida até ao fim da II Guerra Mundial como Danzig.
Sempre ligada ao mar, como membro da Liga Hanseática, a cidade ftinha contactos regulares com os mais diversos portos da Europa, alguns tão distantes como Lisboa ou Sevilha, ou até mesmo Alexandria ou Constantinopla.
Destruída durante a II Guerra Mundial, muito da sua imponência, se deve às inúmeras reconstruções levadas a cabo nos últimos 60 anos. Os principais edifícios históricos encontram-se no centro, aonde pode aceder de autocarro e elétrico até à Dworzec Glowny (estação principal), à Brama Wyzynna (Porta da Montanha) ou à Podwale Przedmiejskie, e caminhar a pé a partir daí.
Mais longe, junto ao mar, ficam os locais históricos da luta do Solidariedade, ou o local onde foram disparados os primeiros tiros da II Guerra Mundial, talvez a mais triste contribuição da cidade para a história da humanidade...