08/06 - 17:30
08/06 - 20:10
09/06 - 03:00
09/06 - 15:30
09/06 - 16:00
09/06 - 18:00
09/06 - 16:00
09/06 - 18:00
11/06 - 18:00
09/06 - 18:00
08/06 - 20:10
09/06 - 03:00
Era eu pequenito e disse ao meu Pai que me queria chamar Américo. Uma razão tão inocente como efectiva. Menino Guarda Redes, diziam então com potencial, mas as fracturas no braço direito, e a vida que realmente nos acontece, terá desviado este vosso amigo para outras aventuras.
O Sr Olímpio, com quem recordo momentos geracionais, enquanto enfrentamos o imprevisível trânsito do Porto. As memórias do Sr Olímpio são prístinas: desde o incrível SLB do britânico Jimmy Hagan; o trio Marinho, Yazalde e Diniz do SCP; ou ainda o FCP de José Maria Pedroto, vencedor de uma Taça de Portugal na época 1967/1968, vencendo o Vitória Futebol Clube de Setubal, treinado pelo mítico Fernando Vaz.
O trânsito da cidade “ajudou“ a continuar uma conversa que nos levou a tantos momentos dos tempos das Noites Europeias, dos relatos dos gigantes da Rádio, dos jogos vistos na pista de Ciclismo do eterno Estádio das Antas.
E, na verdade, “há coisas”… falamos de um Keeper corajoso, como todos dessa era, desprotegidos, verdadeiros heróis de pelados duros ou relvados enlameados. Recordei uma edição da mítica revista Ídolos do Desporto, cuja capa (que nunca esqueci) apresentava o lendário Guardião Américo, a verdadeira razão para uma impossível mudança de nome.
Ao escrever esta edição da Oitava Maravilha, soube da sua partida. Coincidências cósmicas. Américo, amigo do meu Pai, soube da minha “maluquice” de viva voz, e, mais tarde, num outro encontro casual, recordei vários momentos, incluindo a inauguração da célebre Casa Magriço, um projecto muito avançado para a época.
Não serão muitas as imagens da forma como Ámerico defendia com uma bravura espantosa, e a quem dedico esta crónica, escrita com uma sentida emoção amplificada por ainda há dias ter recordado o seu serviço ao Futebol e me ter reenviado a momentos que o tempo não apaga…