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Hoje começo o artigo pelos problemas que tem trazido a pouca definição de regras do protocolo do Continente com a Liga Portugal, referente à bilhética nos jogos do campeonato. Por princípio saúdo a existência deste acordo, mas ele carece de alterações que conduzam a um aperfeiçoamento da sua (curta) existência.
A primeira alteração que proponho é o ajustamento de preços, uma vez que são demasiado díspares entre os diferentes clubes. Obviamente que a acumulação de metade do dinheiro pago pelos bilhetes, em cartão da empresa protocolada, representa um ganho que interessa às várias partes, cada uma à sua maneira.
A segunda modificação é sobre a possibilidade de cada adepto poder escolher o local do bilhete no estádio no momento da compra, devendo o mesmo ser gerado em formato digital. Isto evitaria a mistura de adeptos de diferentes clubes aquando da troca dos atuais vouchers pelo bilhete físico na bilheteira, o que aumentava a segurança de quem adquire essas entradas, podendo ser definidos limites para os clubes envolvidos em cada jogo.
A terceira mudança refere-se à definição clara sobre o setor que corresponde aos adeptos visitantes, não sendo aceitável que um clube os junte numa bancada e outro, ao livre-arbítrio, os coloque numa bancada dos adeptos da casa. A insegurança aumenta de modo exponencial nesta situação.
Em resumo, o protocolo é positivo e pode ser bastante útil para levar mais gente aos estádios, desde que seja aprimorado e sofra as alterações recomendadas, a bem da segurança de todos e da diminuição dos custos de cada entrada num jogo de futebol.
Ao nível do relvado, o SC Braga iniciou a sua viagem na fase de grupos da Liga dos Campeões. Como estava lindo o estádio, com a ornamentação da melhor competição de clubes no Mundo e como é bom ouvir aquele hino entoar nas colunas de som da Pedreira. O jogo de estreia, frente ao campeão italiano Nápoles, englobava um conjunto de dificuldades de elevado grau, que exigiam uma atitude competitiva em campo bastante elevada, de forma a que a equipa brácara fosse capaz de crescer juntos dos melhores, com os quais compete, e, em simultâneo, disputasse o resultado. A equipa entrava em campo algo desconfiada de si própria, devido ao fraco desempenho em Faro para a liga portuguesa, de onde saiu vergada a uma derrota bastante comprometedora ao nível dos objetivos definidos, mas aqui a montra era diferente e estar no relvado significava o cumprimento de um sonho de vários jogadores, corroborado pelos adeptos presentes nas bancadas.
Para a história fica uma derrota que não desonra ninguém, face ao bom desempenho global, que só não se traduziu em pontos porque a sorte, que acompanhou os italianos, e o azar, que esteve ao lado dos bracarenses, decidiram intervir no desfecho da partida, como se vê, por exemplo, no golo decisivo marcado na própria baliza, após alguns erros de índole individual, ou a bola que Pizzi rematou no último lance, que fez questão de beijar o poste e não entrar, por um mero acaso que várias vezes surge no relvado, de modo indesejado.
A fase do SC Braga é negativa e requer uma rápida e eficiente resposta, a começar já na receção ao surpreendente líder Boavista, cujas dificuldades financeiras parecem não influenciar o rendimento da equipa em campo. Há fases assim em todas as equipas, mas em Braga surgiu demasiado cedo, o que pode comprometer precocemente os objetivos definidos. Outra preocupação na Pedreira reside no invulgar número de golos sofridos até ao momento e a bipolaridade que a equipa tem demonstrado em várias partidas, que agonizam os seus adeptos, que têm marcado presença nas bancadas em quantidades abastadas no apoio, que era suposto ajudar no caminho do sucesso.
O momento deve ser de maior união ainda, face ao que foi descrito, onde todos devem remar para o mesmo lado, se a finalidade for reencontrar os trilhos das vitórias, de forma mais duradoura e consistente. Espero que cada um saiba fazer a sua parte, ou os desgostos desta fase negativa estarão para durar, de pouco adiantando a publicações de mensagens críticas, que nestas alturas abundam nas redes sociais.