O Wolfsburg partia para este jogo com dois pontos de avanço para os segundos classificados o Bayern e Stuttgart, que se defrontavam em Munique num jogo em que se lutava pelo título e também pelo acesso directo à Liga dos Campeões. E o jogo não podia ter começado da melhor forma para a equipa do Wolfsburg, com Misimovic a apontar o primeiro golo da partida logo aos 6 minutos de jogo. Estava instalada a festa no estádio da equipa de Ricardo Costa, que começou o jogo no banco de suplentes. Pelo seu lado o Werder Bremen, que vinha da derrota sofrida na final da Taça UEFA, entrou no jogo praticamente a perder, mas mostrou sempre que não queria participar na festa do adversário. Enquanto o Bremen tinha mais posse de bola, o Wolfsburg era muito perigoso no contra-ataque, e foi numa jogada muito rápida que o Wolfsburg chegou aos 2-0 por intermédio do melhor marcador da prova, o brasileiro Grafite, à passagem do minuto 15. O título estava cada vez mais próximo. para o Wolfsburg e para o seu técnico Félix Magath.
Entretanto em Munique, o Bayern conseguia adiantar-se no marcador depois de uma jogada de Ribéry pelo lado esquerdo, e quando se preparava para centrar a bola embate em Boulahrouz e trai o veterano Hans Lehman. O Bayern conseguia assim, e apesar do resultado verificado em Wolfsburg, assegurar um lugar na Liga dos Campeões da próxima época.
Em Wolfsburg a equipa local demonstrava uma grande eficácia, e também alguma sorte, já que chegou ao terceiro golo à passagem do minuto 26, por intermédio de Sebastian Prodl na própria baliza. O título estava praticamente entregue, era o que praticamente todo o estádio pensaria. Mas o Werder Bremen conseguiu reduzir passados 5 minutos, com Diego a conseguir bater Diego Benaglio, depois de uma bela jogada de combinação com o avançado peruano Claudio Pizarro.
Ambos os jogos foram para intervalo, com o Wolfsburg em clara vantagem na luta pelo título. A segunda parte iniciou-se com o Werder Bremen a jogar de uma forma muito pressionante e sempre com mais posse de bola, ficando a ideia que se a equipa de Bremen conseguisse chegar ao 3-2, o jogo poderia complicar-se para o Wolfsburg. Mas aos 56 minutos o inevitável Grafite sossegou os adeptos e apontou o seu 28º golo da temporada no campeonato, fazendo assim o quarto golo.
O jogo e o campeonato estavam agora decididos, parecendo que desta vez o Wolfsburg tinha o jogo controlado. Com o passar dos minutos a equipa do Werder Bremen começou a abrandar o ritmo, o que facilitava a vida da equipa da casa.
Em Munique, aconteciam dois golos em quatro minutos, com o Bayern a chegar aos 2-0 por Marc van Bommel à passagem do minuto 59 e Mario Gomez, aos 63 minutos, reduzia o marcador para 2-1 colocando assim o Stuttgart ainda na corrida pelo acesso directo à Liga dos Campeões.
Para a festa se tornar ainda mais completa, faltava o golo da dupla Grafite-Dzeko que permitiria bater o recorde da dupla Gerd Müller-Uli Hoeness, que por duas épocas consecutivas em 1971/72 e 1972/73 apontaram 53 golos no campeonato. Aos 73 minutos surgiu o golo tão esperado apontado pelo internacional bósnio Edin Dzeko, que fazia assim o seu 26º golo no campeonato. Até ao final foi-se assistindo ao controlar do jogo por parte do Wolfsburg, esperando pelo tão ansiado apito final do árbitro.
O jogo chegava ao fim deixando em delírio os 30 mil adeptos que encheram o estádio do Wolfsburg, num dia histórico para o clube que em 1945 foi fundado por trabalhadores da marca de automóveis Wolkswagen.
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