Viktor Gyokeres voltou a estar evidência no triunfo do Sporting, mas houve outros jogadores a destacarem-se. Estas foram as figuras do jogo do Sporting 2-1 Arouca.
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- O vermelho alarmou, mas o verde ultrapassou
- Morita, à avançado, colocou os leões na frente
- Gyokeres marcou na passada, depois de grande assistência de Edwards
De difícil classificação
Começam a faltar palavras para anotar a forma impactante que Gyokeres tem no jogo do Sporting. Amorim disse, no final, que com ele em campo quase não se nota quando a equipa está com dez jogadores e é bem verdade. Frente ao Arouca, principalmente na segunda parte, correu muito, obrigou os defesas a não arriscar e abriu espaço para Morita fazer o segundo golo. Tudo isto, já depois de ter marcado o seu, com um gesto técnico de elevado detalhe. Mais uma noite assinalável.
A calma no caos
O japonês dificilmente joga mal, mas a forma silenciosa como revela eficácia no meio campo do Sporting é algo libertador para quem está à sua frente. Colecionou duelos ganhos, soube variar o jogo, para que o perigo surgisse de vários sítios e foi uma espécie de cubo de gelo, quando a partida ficou mais anárquica. Teve ainda a frieza de se aventurar na frente e colocar, novamente, o Sporting na frente.
Tem faro
Já não é novidade a forma letal como Mujica se mostra ao jogo. O avançado ataque sem medo qualquer bola e qualquer adversário, mesmo que os opositores sejam mais fortes fisicamente. Nesta noite, conseguiu enervar a defesa leonina, com as várias fugas que fez, a romper a organização defensiva, e ainda lançou emoção no desafio com um golo de cabeça soberbo. Um lance que acabou por repetir mais duas vezes, mas Adán conseguiu evitar novos golos.
Qualidade em todo o lado
Pote começou na frente, desceu ao intervalo e nas duas posições foi sublime e eficaz. O camisola oito dos leões não teve problemas em ocupar os espaços mais apertados que o Arouca criou, juntando os setores, e manteve a leitura de jogo acima da média. Sem problemas em assumir o papel de organizador ofensivo, Pote criou, quase sozinho, o golo da vitória do Sporting sempre de cabeça levantada.
Muita segurança
Se o Arouca se manteve vivo no jogo até ao final, muito deve a Arruabarrena. O guarda-redes uruguaio voltou a fazer uma exibição de encher o olho e foi apanhado desprevenido em lances em que não era o primeiro a agir. Todos os outros teve agilidade, rapidez e vontade de ajudar os colegas a chegarem rapidamente ao ataque.
45 minutos de bom futebol
O que poderia ter feito Edwards na segunda parte? A grande pergunta que ficou sem resposta. O extremo inglês foi um dos elementos mais desequilibrados durante os primeiros 45 minutos, fez a assistência para o golo Gyokeres e obrigou a que os alas do Arouca não tivessem capacidade ofensiva.
Muitos nervos
Diomande deixou o Sporting a jogar com dez jogadores, com a expulsão ainda na primeira parte. Os jogadores podem não concordar com as decisões, mas o árbitro é que as toma e Diomande viu dois amarelos por lances evitáveis. O primeiro na sequência de uma discussão com Mujica e o segundo depois por ter deixado um braço para trás e, na leitura do juiz do encontro, ter batido na cara de um jogador do Arouca. Esteve ansioso e nervoso, errou e saiu mais cedo.
Entrar e sair quase sem saber
Eduardo Quaresma já não jogava pelo Sporting há dois anos e meio. Entrou aos 59 minutos e saiu aos 88. O central entrou para ajudar no setor recuado, mas faltou fibra, rapidez e segurança. Faltou entrar no jogo. Rúben Amorim sentiu que o desafio estava perigoso e meteu Neto.
Uma expulsão que arrumou o jogo
Rafael Fernandes quis ser mais audaz e ajudar a equipa no setor atacante, mas esqueceu-se que a grande função era defender. No meio desse processo, foi expulso por travar uma saída rápida do Sporting. O Arouca estava a acreditar cada vez que poderia chegar ao empate, mas depois daquele lance tudo ficou mais difícil.


