O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense por 3-1 no Estádio do Dragão. Estes foram os grandes destaque do encontro, onde Rodrigo Mora e Samu - para bem do clube azul e branco - voltaram a fazer das suas.
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Tem mesmo 17 anos?
«Ouro da casa», assim foi apelidado no início da temporada. Rodrigo Mora não é só o ouro da casa, é o teto, os pilares, o telhado, tudo um pouco. A forma como este menino de 17 anos assume a responsabilidade e mete a equipa às costas nos momentos mais difíceis das partidas não é normal. Os colegas já o procuram em situações de aperto porque reconhecem nele uma capacidade invulgar de tirar a equipa de situações apertadas. Assim foi no segundo golo de Samu. Mora tirou da frente dois defesas do Moreirense com uma simulação de corpo, seguida de uma mudança de velocidade repentina, e serviu o avançado espanhol para o golo da tranquilidade. Génio.
Finalmente
«Finalmente!», terá pensado o avançado espanhol quando viu o esférico bater - pela primeira vez - nas redes da baliza defendida por Caio Secco. Não foi o melhor jogo de Samu - longe disso -, mas conseguiu o essencial: voltou aos golos e garantiu a vitória do clube azul e branco. Não foi feliz em muito momentos a funcionar como parede e a dar apoio de frente aos colegas, mas trabalhou muito em prol da equipa. Já merecia o golo.
Sempre que arrisca...
...petisca! Francisco Moura vai acumulando números - três golos e dez assistências - e caminha a passos largos para fazer a época mais prolífera - de longe - da sua carreira. O ex-Famalicão parece tímido em muitos momentos da partida, mas sempre que se sente confiante e chega à frente, consegue criar muito perigo junto da defesa contrária. Assim foi no primeiro golo dos dragões esta noite. Arrisca, Francisco!
Um líder
Remetido ao estatuto de eterno suplente, Cláudio Ramos não se deixa afetar por isso e aproveita todas as oportunidades que - por infortúnio, ou não - Diogo Costa lhe vai dando. Comunicativo dentro de campo, com uma presença forte e seguríssimo entre os postes. Evitou o descalabro na Reboleira na jornada anterior e hoje, com uma das defesas do ano, evitou o 1-2 do Moreirense. Fiquem tranquilo portistas, a baliza está segura.
Esclarecido
De estatura baixa, mas rotação alta. Assim se descreve um esclarecido Alanzinho que fez da vida dos médios portistas um inferno - na primeira metade principalmente. Sem bola desaparece do jogo por não ser, de todo, a sua praia (apesar do esforço), mas com ela? É dono e senhor de uma capacidade singular de ver e ler o jogo e os seus momentos. Foi ele que, de forma esclarecida, isolou Yan Maranhão nas costas da defensiva azul e branco no 0-1. A isso ainda acrescentou uma mão cheia de pormenores técnicos de alto requinte.
«Onde andas, Pepê?»
Perguntar-se-á o comum adepto do FC Porto que se recorda das arrancadas desenfreadas, do drible curto e da chegada à baliza adversária. Fosse como «10», fosse como extremo direito, fosse como defesa direito, rendia em todo o lado. Agora? Não rende em nenhum. Pepê não passa de uma sombra de si próprio e tem muitas dificuldades em acrescentar algo à equipa. Facilmente desarmado e com pouca acutilância ofensiva, o internacional brasileiro tem estado muito abaixo do nível desejado - e esperado.
Permissivo
O defesa do Moreirense teve muitas dificuldades em travar as dinâmicas do corredor direito azul e branco. João Mário recebeu o esférico sempre confortável naquela zona, por exemplo. Esteve muito mal no lance do primeiro golo do FC Porto - batido de forma infantil por Fábio Vieira - e foi uma nulidade no ataque. Abaixo do exigido.





