Veja as incidências da partida no acompanhamento feito pelo zerozero.pt.
A estrela só brilhou na segunda parte!
UM JOGO COM DUAS PARTES DISTINTAS

O balanço a este encontro é fácil de se fazer.
Uma primeira parte com uma boa e surpreendente actuaçao do Corval, sempre muito atento e solidário na sua zona defensiva, a marcar muito bem (homem a homem) os jogadores visitantes, e a lançar contra-ataques rápidos para o seu jogador mais avançado.
Por sua vez, os estrelistas mostraram-se durante toda a primeira parte, absolutamente desinspirados e nervosos, não conseguindo criar situaçoes de superioridade, falhando muitos passes e jogando quase sempre aos repelões, à excepçao dos últimos 10 minutos, em que começaram a rematar à baliza com algum perigo. Assim, a primeira parte terminou com a vantagem de 1-0 para o Corval, resultado absolutamente merecido.
A segunda parte foi completamente diferente. Desde o (re)início a equipa visitante tomou conta do jogo jogando com praticamente 4 avançados e 1 médio mais ofensivo, o que criou desequilíbrios na zona recuada do Corval. A equipa do Estrela começou, então, a criar jogadas de envolvimento pelos flancos, jogando com mais intensidade no miolo e começando a rematar com intencionalidade à baliza contrária. Notou-se já um colectivo mais solto, objectivo, e com o artilheiro Dário Rocha (finalmente!) a abrir o livro, jogando e fazendo jogar os companheiros. No primeiro quarto de hora do segundo tempo, já o Estrela tinha dado a reviravolta, continuando depois a jogar a seu belo prazer. Uma vez mais a equipa contou com um banco à altura, e as várias mudanças operadas pelo técnico Samuel Galinha resultaram num domínio permanente na partida, ganhando muitos cantos e lançamentos adiantados, com os visitados a darem um valente estoiro físico, mostrando um banco muito mais reduzido de opçoes.
De destacar a boa segunda parte do Estrela, com um colectivo forte e a evidenciar uma excelente condição física, o que lhe permitiu dominar completamente o adversário nos segundos trinta e cinco minutos.
Arbitragem positiva, embora com alguns lapsos de análise na primeira parte.

