3 jogos, 3 vitórias, 9 pontos, 6 golos marcados, 0 golos sofridos e apuramento para os quartos de final do Europeu sub-21, diante da seleção de Itália, consumado. Portugal não deu hipóteses e no jogo derradeiro bateu a Suíça (0x3) sem qualquer dificuldade e mostrou que a equipa às ordens de Rui Jorge pode e deve mesmo ser considerada uma das favoritas à vitória da prova.
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Marcar e fazer o difícil
No futebol diz-se muito que o difícil é jogar simples. Pois bem, esta tarde Portugal fez o difícil e num jogo de inteira simplicidade levou a melhor sobre a Suíça, garantindo o pleno num grupo complicado, mas onde ficaram claras as qualidades do conjunto à disposição de Rui Jorge. É certo que o golo numa fase precoce da partida ajudou a retirar alguma da pressão do encontro. Afinal de contas, Portugal não estava ainda qualificado e este jogo era a doer tanto como foram os encontros com a Croácia e a Inglaterra.
O golo de Diogo Queirós logo a abrir, num lance onde Trincão e Vitinha combinam e o médio do Wolverhampton coloca a bola redonda na cabeça do central do Famalicão, foi uma pequena amostra da exibição portuguesa no encontro com a Suíça. Tiago Tomás voltou ao onze, assim como Francisco Trincão, mas foi a estreia de Bragança a titular a grande novidade e o fator diferencial do jogo de Portugal.

Com vantagem no marcador e um meio-campo muito técnico, Vitinha e Daniel Bragança foram dominando o campo inteiro e permitiram a Portugal controlar o jogo com bola, obrigando a Suíça a tentar pressionar, mas sempre de forma pouco eficaz. Defensivamente, a equipa portuguesa foi um tratado e ofensivamente foi brilhando com jogadas ao primeiro toque e combinações rápidas a envolverem vários elementos do meio-campo para a frente.
Para dar maior volume ao marcador faltou alguma acutilância nos flancos - continua a dar a sensação que Dalot renderia mais à direita, algo que Rui Jorge deve analisar para a fase a eliminar - e algum acerto da dupla Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, que tinham alguns momentos de qualidade, mas com pouca definição na área contrária. O resultado era curto, mas não havia qualquer sensação de que Portugal fosse deixar fugir o apuramento e os três pontos.
Os mesmos princípios e o final esperado
A segunda parte começou com um ritmo ligeiramente diferente, numa tentativa tímida por parte da equipa suíça, que sabia que em caso de empate podia conseguir o apuramento para a fase a eliminar, mas nem isso fez tremer a seleção portuguesa.
Sempre confortável, a equipa de Rui Jorge foi sólida com e sem bola, mostrando-se paciente em todos os momentos. Uma paciência que deu frutos novamente num período positivo da equipa portuguesa, que voltou a chegar à frente com qualidade e num passe fantástico de Fábio Vieira desbloqueou a defesa da Suíça. Tiago Tomás, um minuto antes de dar o lugar a Gonçalo Ramos, deu um toque ligeiro e Francisco Trincão encostou para dar ainda mais tranquilidade.

Estava praticamente feito e mais feito ficou quando Francisco Conceição, recém-entrado na partida, aproveitou um erro enorme da defesa suíça para fazer o 0x3. Enquanto para Portugal a palavra chave pode muito bem ter sido a tranquilidade, para a Suíça foi precisamente o contrário. A seleção helvética começou a cometer vários erros e Miro Muheim foi o rosto disso mesmo ao ver dois amarelos no espaço de um minuto, deixando os suíços a jogar com 10 e o jogo arrumado.
Portugal confirmou o favoritismo numa caminhada incólume e que dá esperanças aos portugueses. A prova vai parar por agora, mas em maio Itália que se cuide porque a jogar assim Portugal é um sério candidato.










