Garras, dentes, a boca toda: os Três Leões de Gareth Southgate destroçaram o Irão no jogo de abertura do Grupo B do Mundial, com o menino Bukayo Saka em plano de absoluto destaque.
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Saka voou no tapete mágico sobre a defesa - mansinha, mansinha - da seleção de Carlos Queiroz, mas houve outros protagonistas a justificar destaque. Jude, Hey Jude, Bellingham também marcou e encheu o meio-campo, só para confirmar que é um dos melhores executantes no lado britânico. 6-2 no final: recorde AQUI o Live.
Dois para Saka, um para Bellingham, um ainda do experiente Raheem Sterling e mais dois a saírem do banco de suplentes: Jack Grealish e Marcus Rashford.
Para a história estar completa, faltam dois capítulos obrigatórios: a lesão grave de Alireza Beiravand, ex-Boavista e guarda-redes iraniano, e o golaço de Mehdi Taremi - apagado pela brutalidade inglesa. O portista faria também o segundo do Irão, de penálti e no último suspiro do jogo.
Queiroz e Taremi não fazem milagres
Ao minuto nove, Alireza chocou com Majid Hosseini, ficou a sangrar descontroladamente pelo nariz e teve de ser substituído - dez minutos depois. A partir daí, coincidência ou não, arrancou a goleada inglesa, com Jude Bellingham a abrir as hostilidades de cabeça (minuto 35, belo cruzamento de Luke Shaw), Bukayo Saka a encher o pé esquerdo para o 2-0 (há falta anterior de Harry Maguire) e Raheem Sterling a desviar de primeira um belo passe de Harry Kane na direita.
Ao intervalo estava tudo decidido. Queiroz ainda mudou três peças, mas o mal estava feito. O carnaval inglês prosseguiu, com a breve interrupção do golão de Taremi aos 4-1.
Prova de que tudo o que tinha de sair bem, saía mesmo bem, foram as substituições de Gareth Southgate. Jack Grealish e Marcus Rashford saíram do banco de suplentes e ainda inscreveram o nome no lote de marcadores, com outro suplente - Callum Wilson - a servir Grealish em bandeja de ouro no sexto dos ingleses.
O que falhou no Irão? Tudo. O que resultou na Inglaterra? Podemos destacar a qualidade com bola - talvez o mais surpreendente -, embora a pressão alta e organizada tenha facilitado bastante a tarefa.
Carlos Queiroz e Mehdi Taremi foram incapazes de parar a máquina mortífera comandada pelo entusiasmante Bukayo Saka. Aos 21 anos, o extremo do Arsenal tem armas para ser um atirador de elite.






