O FC Porto perdeu por 2-1 frente ao Inter Miami no Mundial de Clubes e Lionel Messi foi o grande destaque do encontro.
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Um pé esquerdo de assinatura
Lionel Messi não precisa de muitas oportunidades para marcar. Contra o FC Porto fez um golo de assinatura, e que deu a vitória, mas a forma como foi deixando a defesa do FC Porto em alerta máximo durante grande parte do encontro foi um claro sinal que o argentino continua a saber fazer tudo bem. Chamou para ele o perigo, assumiu as despesas do jogo e serviu muito os colegas. Um jogo de assinatura.
Não merecia este desfecho
O guarda-redes do FC Porto mostrou desde o primeiro minuto que se dependesse de si não iam entrar bolas na sua baliza. Teve muito trabalho na primeira parte e na segunda foi traído por erros defensivos dos seus colegas que custaram golos. Ajudou a tranquilizar na primeira fase de construção, mas o seu trabalho principal era mesmo defender. Apesar de ter sofrido um golo de Messi, terminou o jogo a negar outro golo ao argentino.
Sorrateiramente perigoso
Segovia deu que falar em Portugal e partiu para os Estados Unidos da América. Muita gente poderia desconfiar da sua opção de carreira, mas contra o FC Porto revelou que tem qualidade para os palcos maiores. O venezuelano foi muito intenso no meio campo, correu muitas vezes por ele e pelos colegas, com Busquets à cabeça. Na segunda parte fez um golaço e colocou a sua equipa no caminho da vitória.
Imperial nos duelos
Falcón foi crescendo com o jogo. Quando toda a gente pensava que o FC Porto ia fazer o segundo golo, ele apareceu a salvar o lance, com um corte sobre a linha de baliza. Mascherano quase não teve que se preocupar com a defesa, mas o Xerife Falcón foi sublime. Fosse na antecipação, nos duelos ou nos cortes, o defesa central fez o que eu defesa tem de fazer: defender. E fez muito bem.
Sozinho é difícil
João Mário tem aproveitado a forma como Anselmi o deixa projetar-se no ataque, mas a verdade é que o lateral portista consegue ser mais perigoso quanto maior for a ligação com os seus companheiros de corredor. A entrada foi boa e até deu origem a uma grande penalidade, mas a partir daí o eclipse de Fábio Vieira obrigou João Mário a trabalhar muito sozinho. Foi dos mais inconformados em criar perigo na área americana.
Consistência
Marcelo Weigandt aproveitou o jogo para se mostrar à Europa. Grande jogo do central argentino, que acabou por sair esgotado aos 63 minutos. O jogador correu muito, apareceu várias vezes no meio campo ofensivo e produziu o lance do primeiro golo do Inter Miami, com um cruzamento perfeito. Grande exibição.
Sem ligação
Quando tem espaço e consegue fugir sozinho com a bola vê-se a qualidade, o problema é quando tem de jogar em equipa. Essa falta de ligação é notória e Anselmi voltou a cair no erro da primeira jornada, frente ao Palmeiras. O médio centro espanhol está a integrar-se em andamento. Precisa de tempo.
Pouco explorado
Allen cometeu o primeiro erro grave do encontro aos quatro minutos. A grande penalidade sobre João Mário poderia ter sido uma grande dica para que o FC Porto pudesse explorar as debilidades do lateral. Melhorou, mas foi o jogador menos capaz da equipa de Mascherano. Quase sempre ultrapassado, perdeu grande parte dos duelos e teve pouca intensidade.


