Pedro Proença confirmou hoje a sua candidatura à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Uma «solução de convergência» com base num «projeto de ambição» é o que o antigo árbitro internacional propõe num projeto que visa «profissionalizar, credibilizar e criar valor».
O antigo árbitro concorre contra Luís Duque nas eleições para a presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) avançando depois de uma «profunda reflexão» e que surge por «acreditar ter uma solução de convergência tendo como base um projeto de ambição».
«Profissionalizar, credibilizar e criar valor» são os três vetores que sustentam a candidatura de Proença, que propõe uma «Liga que seja forte e que dignifique o futebol português nas suas principais competições».
Apesar de Luís Duque ser candidato, o antigo árbitro fez questão de sublinhar que esta é uma candidatura de projeto, de futuro e que não é contra ninguém».«Que ganhando, no dia seguinte não haja vencedores nem vencidos mas um projeto conjunto que conta com todos para se afirmar, que tem como matriz um forte empenho de todos os clubes e para todos os clubes sem exceção, da Primeira e Segunda ligas».
Sem lista para dois órgãos
Precisamente neste sentido Pedro Proença fez questão de «deixar bem claro» que o seu projeto não parte de «uma política de terra queimada» e por isso não apresentará lista «nem à Mesa da Assembleia Geral nem ao Conselho Fiscal. Estes são dois órgãos cuja constituição foi construída com base num bom trabalho, de entendimento entre os clubes em 2014 e que deve ser enaltecido e preservado. Para o novo órgão, nascido da revisão dos estatutos, o Conselho Jurisdicional, apresento como candidato a presidente a mesma pessoa que presidia à anterior Comissão Arbitral, o dr. Américo Esteves».
Na conferência de imprensa de apresentação da sua candidatura, que decorreu em Coimbra, Pedro Proença referiu, diversas vezes, a importância de «garantir a sustentabilidade do negócio futebol» em Portugal e de «acompanhar os modelos de sucesso da Europa», criar uma «identidade», definir um «business plan mensurável e exequível».
O objetivo é, nada mais que «rentabilizar as áreas do espetáculo, atrair mais público e mais patrocínios» acabando por, em última instância, «credibilizar o futebol», «aumentar a competitividade, gerar mais valor e assim criar condições para uma distribuição mais equitativa e equilibrada das receitas».
«Gerar mais receitas», aliás, foi das expressões mais repetidas pelo antigo árbitro internacional que apresentou uma série de prioridades que se propõe alcançar.«Revitalização da marca futebol enquanto negócio, gerando mais receitas para os clubes e com isso contribuir para o exponenciar da sua performance desportiva, criando mais espetáculo e atraindo mais público aos estádios», apresentou, assumindo, depois, que também existirão mudanças na estrutura da LPFP.
«Adequar a estrutura profissional dos quadros da liga num novo modelo de negócio dividindo-o em três grandes áreas de negócio: área de competições, marketing e comunicação, administrativo-financeira».
Numa declaração que parece uma crítica à atual direção Proença referiu ainda que a «política salarial» da Liga será «reestruturada com base no mérito, no rigor e na transparência» e serão «recrutados novos profissionais com base nestes princípios».
Inovações tecnológicas no futebol português
Sem entrar em pormenores, Pedro Proença referiu ainda a importância de garantir que «as competições nacionais» sejam «pioneiras na introdução de inovações tecnológicas que favoreçam a verdade desportiva» numa ação que visa «credibilizar o futebol nacional», reforçar a sua «reputação» e aliá-lo internacionalmente.
«É imprescindível que consigamos recriar o modelo do negócio futebol. Atrair mais público, alimentar a paixão dos adeptos, garantir a sustentabilidade das competições e permitir a rentabilidade dos clubes».Compromisso com a Liga
Para concretizar tudo isto Pedro Proença considera que é necessária uma «liderança competente, independente, credível e conciliadora».
Já em jeito de conclusão o antigo árbitro internacional fez questão de assumir a sua independência sublinhando que o seu único compromisso é «com o clube Liga e com todos os seus associados por igual» naqueles que foram os seus únicos argumentos sobre si próprio.
«Quero trazer as minhas competências na área da gestão e o perfume do conhecimento e reconhecimento que tenho no futebol nacional e internacional para contribuir para a projeção e a credibilização da nossa liga. Quero fazer jus ao património de independência e equidistância com que, ao longo destes anos, pautei a minha carreira. Quero com isto contribuir para um projeto conjunto de toda uma grande equipa que é formada por todos os clubes. O futuro do futebol profissional português começa hoje», rematou.
As eleições para a presidência da Liga estão marcadas para a próxima terça-feira, dia 28.






