Que raça teve este leão! Num jogo que se esperava complicado para o Sporting, a equipa leonina dominou o Paços de Ferreira e ganhou bilhete para os oitavos de final da Taça de Portugal com um triunfo claro por 3x0 frente a uns Castores tímidos e dominados em toda a linha pelo líder do campeonato.
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Se apagássemos os últimos resultados (mas não as exibições) era claro que Sporting e Paços de Ferreira prometiam uma eliminatória de qualidade em Alvalade. Leões e Castores vivem um excelente primeiro terço de temporada, mas esta noite só mesmo a excelência leonina entrou em campo.
Com três mudanças em cada equipa - Tabata estreou-se a titular e ocupou o lugar do castigado Pedro Gonçalves -, o Sporting não sentiu as alterações. Após o polémico jogo em Famalicão, Rúben Amorim tinha prometido uma resposta à altura por parte dos seus jogadores, utilizando mesmo uma frase amplamente repercutida pelas redes sociais do clube e exposta nas bancadas de Alvalade: «Onde vai um vão todos». E foram mesmo.
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— playmakerstats (@playmaker_PT) December 11, 2020
A primeira parte foi de domínio total por parte da formação verde e branca, que desde os primeiros minutos controlou o ritmo de jogo e foi procurando chegar à baliza de Jordi de várias formas, aproveitando o total das potencialidades de cada um dos elementos mais ofensivos... e até defensivos. Nuno Santos, Tiago Tomás, Tabata e João Mário foram aparecendo em zonas de perigo, mas por lá também passaram Porro e Coates, ambos com as melhores ocasiões dos instantes iniciais.
Pouco agressivo, o Paços de Ferreira tentou algumas jogadas pelos flancos, com Oleg e João Amaral a procurarem incomodar Adán, mas o guarda-redes espanhol, que manteve a titularidade com Maximiano no banco, passou praticamente 45 minutos a ver jogar os seus colegas de equipa. O domínio era claro e havia sensação de golo à medida que o tempo foi passando. Depois de algumas boas ocasiões, bastaram três toques para Tiago Tomás, no lugar de Sporar, abrir o marcador, assistido de cabeça por Nuno Santos, esse de pedra e cal no onze leonino.
A vantagem trazia um pedaço de justiça à partida, mas o golo não serviu para acordar o Paços de Ferreira. Descontente, Pepa mandou três homens para aquecimento para lançar após o intervalo, mas no momento certo para os leões apareceu o golaço de Tabata, o número 7 que andava amaldiçoado pelas lesões mas que vai aparecendo cada vez mais neste Sporting, que marcou um golaço no mesmo ângulo onde minutos antes também a bola de Tiago Tomás tinha tocado. Em cima do intervalo, o 2x0 não podia ter aparecido em pior altura para o Paços de Ferreira, mas os Castores, sempre muito apáticos, tinham feito pouco para não merecer tal resultado.

Atitude mudou, mas este leão não facilita
As alterações que Pepa vinha prometendo antes do intervalo surgiram mesmo no arranque da segunda parte e houve uma sensação de impacto imediato. Apesar de não ser avassalador e de não incomodar Adán, o Paços ganhou outra agressividade e subiu as linhas de pressão, arriscando mais a transição dos leões, que tinham Tiago Tomás e Nuno Santos sempre à espreita de uma possibilidade.

O Paços de Ferreira estava em crescimento, mas este leão vive um momento impressionante e não se deixou pressionar pelas melhorias pacenses. Sem conseguir sair tantas vezes em futebol apoiado ou mesmo no jogo mais vertical que também procurou na primeira parte, a equipa verde e branca aproveitou uma bola parada para sentenciar a eliminatória. João Mário assistiu, João Palhinha cabeceou e ficou tudo praticamente decidido.
Pepa ainda esgotou as alterações e o jogo acabou por partir já por alguma falta de rigor tático de parte a parte que podia ter permitido mais golos para ambos os lados, mas também aí o Sporting foi superior, como em toda a partida. Ainda é cedo para dizer até onde vai este Sporting, mas esta noite as palavras de Amorim ficaram ainda mais claras: «Onde vai um vão todos».










