Os destaques do jogo em Chaves, que o Sporting venceu por 2-3
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Vale muito
Optámos por não usar qualquer trocadilho com Pote no título, até porque já foi destaque na crónica que fizemos ao jogo, mas é para ele o cartão dourado. Primeiro no meio, depois pela esquerda; primeiro de penálti, depois a uma distância bem maior, o português voltou a mostrar-se acima dos demais e foi o herói leonino, numa zona que bem conhece. Podia ter feito o hat-trick, cedeu às emoções do momento, e talvez tivesse sido melhor se não o fizesse.
O rei dos não-golos
Paulinho é, sobretudo em jogos do campeonato, o rei do azar com a camisola do Sporting. Desta vez, voltou a festejar, mas não contaria por milímetros. Porém, a sua exibição foi bastante boa, com o penálti ganho e o passe para o terceiro. Isto, claro, num jogo em que também teve uma bola na trave - outra vez os milímetros do azar (e não só). A concorrência de Chermiti também o está a beneficiar.
Com ele, a equipa cresce
Não estivera mal na primeira parte, mas subiu o nível na segunda e, com o camisola 11 mais ligado à corrente, a equipa fica autónoma em eletricidade. Ou, traduzido para futebolês, intensifica-se em cima do adversário, à procura de mais e mais. Muito solicitado, respondeu bastante bem e esteve em bom nível a dar fluidez pela asa esquerda. O golo ajustou-se ao que fez.
Podia ser ainda melhor
Fez um grande golo e, só por isso, já merece referência neste segmento. O médio teve, por causa das ausências, de atuar mais atrás no terreno e não esteve mal, só que se sentiu a sua falta no último terço, mesmo com um bom desempenho de João Mendes. Com um médio defensivo mais físico e capaz, ambos os Joões poderiam ter dado outra dinâmica ofensiva à equipa, como tantas vezes já o fizeram.
Que vontade!
O que escrevemos sobre Nuno Santos, elevamos ao quadrado para nos referirmos a Ugarte. Claro que não é tão desequilibrador, mas a fibra imprimida em cada bola é absolutamente determinante para não apenas dar um sinal elétrico à equipa, como também para reduzir o adversário em termos de capacidade. Encheu o meio-campo.
Tantos candidatos
A defesa flaviense foi, globalmente, muito mole e permissiva. Não admira, atendendo às baixas e aos acertos que foram necessários, mas, ainda assim, podia ter havido maior acerto, sobretudo por parte dos centrais, tão experientes que são. Ponck foi um dos rostos da incapacidade defensiva da equipa.





