Por vezes encarada como o parente pobre das competições europeias, a Liga Europa tem desfecho marcado para Lyon. De um lado, a tentativa de um regresso a um passado glorioso; do outro, uma certa continuidade no sucesso europeu. Atlético e Marselha, uma Taça que vale ouro e que pode valer futuros milhões e um palco de primeira. É preciso mais?
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Habituada a ter a presença do técnico como um fator de ajuda, o Atlético terá que viver uma das noites mais importantes da sua história recente sem líder no banco. Diego Simeone está ausente do jogo decisivo, depois da expulsão no Emirates. A equipa sente falta do seu principal motivador, mas a forço do argentino fez-se sentir na bancada do Metropolitano, diante do Arsenal. Com duas Ligas Europa e duas finais de Champions perdidas ao cair do pano, o Atlético tem tarimba europeia para dar e vender. Mas o estatuto não é tudo...
Do outro lado, há um clube à procura de novas glórias. O Marselha, ao contrário do Atlético, tem vivido um início de século complicado, com apenas um título, em 2010, e algumas classificações que pouco honram o nome de um dos maiores de França. Rudi García trouxe novas ideias e rentabilização de talento, com Thauvin e Payet a assumirem a batuta de uma equipa criativa e com tração à frente.
Se é certo que os franceses vão encontrar a maior muralha neste percurso europeu, não deixa de ser verdade que poucas vezes o Atlético teve, durante o percurso de Liga Europa, uma equipa tão capaz no momento ofensivo. Alguém terá que ceder...e quem for mais forte terá uma competição europeia no bolso e o Pote 1 da próxima Champions garantido.






