A entrada perfeita na fase de grupos. O Sporting de Braga arrancou a caminhada no grupo D da Liga Europa com um triunfo tranquilo na Suécia, por 0-2, e reforça o estatuto de favorito à passagem. A equipa de Artur Jorge, que ainda não perdeu qualquer jogo esta época, contou com algumas alterações. Bruno Rodrigues, uma das novidades, abriu o marcador e Ricardo Horta, já na segunda parte, fechou a contagem.
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Frieza nórdica
O início de temporada mostrou-nos um SC Braga de pé quente e o momento da equipa minhota foi transportado para a Europa. De forma menos fulgurante e com menos golos do que na maioria das partidas do campeonato, mas com o domínio completo sobre o campeão sueco.
Ao contrário da época passada, o Malmö não atravessa um bom momento. A 11 pontos do primeiro lugar, os campeões tentam redimir-se na Europa, mas a primeira amostra esteve longe de ser convincente.

A equipa de Age Hareide apresentou um futebol sem ideias e com pouco rasgo. Defensivamente também esteve longe de ser brilhante, com o SC Braga a conseguir explorar o corredor central com relativa facilidade.
Laínez, titular pela primeira vez, jogava por dentro, tal como Ricardo Horta, e os dois foram descobrindo os caminhos para atacar a baliza da equipa sueca, cujas redes tremeram primeira vez com um golo anulado a Abel Ruiz.
O primeiro golo não contou, mas também não serviu para despertar a equipa sueca, que procurou sempre o avançado Jo Berget para conseguir subir alguns metros. Só que no meio-campo minhoto reinava Al Musrati. O líbio fez uma exibição digna de futebol europeu e ajudou a que a equipa bracarense conseguisse jogar de forma continuada no meio-campo sueco.
Apesar do domínio em jogo controlado, foi de bola parada que a equipa de Artur Jorge chegou ao golo, numa bela finalização de calcanhar de Bruno Rodrigues, com desvio de Paulo Oliveira ao primeiro poste.

Nada corria bem à equipa do Malmö, que já tinha perdido Erdal Rakip (passou sem sucesso pelo Benfica) por lesão. A primeira chegada à baliza de Matheus também aconteceu num lance de bola parada, embora sem que Matheus tivesse de fazer alguma intervenção.
Sem ser avassalador, sentiu-se na equipa bracarense uma vasta experiência europeia e isso fez a diferença, apesar das mudanças e do ritmo de jogo mais baixo do que o habitual.
A segunda parte começou com mais um golo anulado, desta feita a Vitinha, por fora de jogo de Ricardo Horta. O sinal era claramente para procurar o segundo golo e gerir a partida. Não que os bracarenses não o fossem fazendo com o resultado em 0-1, mas aí um só golo do Malmö bastaria para chegar ao empate. Os suecos aceitariam esse resultado de bom grado, tal o domínio exercido pela equipa bracarense.
Ainda que esse golo da tranquilidade tenha tardado a aparecer, nunca se viu um SC Braga tremido, nem um Malmö capaz de arriscar para conseguir o tal golo do empate. O 0-2 acabou mesmo por surgir, depois de um penálti de Sergio Peña (ex-Tondela) sobre Sequeira. Ricardo Horta, que falhou um penálti no dérbi do Minho, voltou a encontrar o caminho da baliza adversária e sentenciou mais uma vitória europeia dos bracarenses, cada vez mais preparados para estas andanças.






