Uma partida de sentido único e que terminou com vitória de França por 46-38. Portugal teve uma tarde para esquecer na segunda jornada da Main Round do EHF Euro 2026, pois sofreu uma pesada derrota contra uma seleção que demonstrou estar noutro patamar em todos os aspetos possíveis. Seguem-se duelos contra Espanha e Noruega, de modo a tentar atingir a melhor classificação possível.
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O que dizer sobre a primeira parte? O resultado ao intervalo acaba por ser elucidativo o suficiente relativamente a um jogo com selo francês desde o primeiro ao segundo final: 28-15. Os Heróis do Mar somaram enormes dificuldades nos dois lados do campo e foram incapazes de dar uma boa resposta perante uma equipa irrepreensível (quase literalmente) do ponto de vista atacante.
3 Jogos, 3V 0E 0D (DG: 113-85)
Últimos Resultados:
26: FRA 46-38 POR
24/25: FRA 44-38 POR
25: FRA 35-34 POR
21: POR 29-28 FRA
21: POR 23-32 FRA
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Escolhemos a palavra «irrepreensível», uma vez que França recolheu aos balneários com 85 por cento de eficácia ofensiva. Gustavo Capdeville e Pedro Tonicher realizaram apenas uma defesa, cenário que fez com que os comandados de Guillaume Gille ganhassem cada vez mais confiança para anular um adversário praticamente inexistente em termos de elevado rendimento.
Portugal foi para o descanso cabisbaixo, irreconhecível e com muito para discutir, depois de uma primeira parte em que sofreu... quase um golo por cada minuto. O único ponto positivo recaiu na utilização do 7 para 6, estratégia que deu resultado para encurtar distâncias da forma possível. Rui Silva comandou as operações, enquanto Miguel Neves e Salvador Salvador também estiveram em evidência.
Controlar e vencer
O segundo tempo começou com a mesma toada e com Paulo Jorge Pereira a apostar em jogadores menos utilizados. Francisco Costa e Martim Costa descansaram alguns minutos, fazendo com que outros atletas somassem minutos importantes para os próximos dois jogos da Main Round.
Apesar de uma ligeira subida de rendimento, os franceses nunca permitiram uma verdadeira aproximação a Portugal, que continuou a somar falhas técnicas em distintos momentos. Capdeville ainda somou intervenções de bom nível, ao contrário da primeira parte, mas isso não foi suficiente para alterar o rumo do encontro, que continuou a ser favorável a França, sempre confiante e noutro nível competitivo.
Os instantes finais serviram para gerir o ritmo da partida e confirmar a vitória francesa por 46-38. Dika Mem revelou-se o principal impulsionador ofensivo da turma vencedora, tendo em conta os oito remates certeiros, máximo verificado em todo o embate. Triunfo importantíssimo por parte de França e derrota esclarecedora para Portugal.


