Os destaques do duelo entre Sporting e Benfica, a contar para a penúltima jornada da Liga Bwin.
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Sabes muito, John Snow
No dia em que disputou o primeiro dérbi como sénior, foi João Neves que levou o setor visitante à loucura, com um golo que, mesmo não entregando o tão procurado título, deixou-o ligeiramente mais perto e permite ao clube viver uma semana muito mais leve do ponto de vista psicológico. Fez uma exibição competente e marcou de uma forma que fez lembrar a sua entrada no onze do Benfica: oportuno e eficaz, como alguém que, apesar de jovem, sabe muito.
A montanha de Montevideo
Outro médio e também ele um jovem, embora Ugarte já tenha mais experiência e se mostre, vezes e vezes sem conta, estar pronto para patamares superiores. Se o Benfica não conseguiu progredir (ou jogar de todo) na primeira parte, foi porque o internacional uruguaio fez mais uma exibição de topo sem bola, brilhando também, surpreendentemente, no drible. Jogou à frente de Essugo nos minutos finais e a equipa sentiu a sua falta na posição habitual.
Personagem completa
A primeira temporada de Morita ao serviço do Sporting é uma história de enredo simples, sem revelações, twists ou qualquer indício de um elemento perturbador. Chegou, mostrou-se competente de imediato, e foi ganhando cada vez mais influência no futebol leonino, como aquela personagem de que todos gostam. Hoje esteve ao nível de Ugarte na recuperação, incluindo um desarme de enorme importância, mas continuou a acrescentar com bola e quase fez o que seria o 3-1, saindo do relvado com a equipa em vantagem.
Não lhe peçam mais
Sempre foi um dos melhores, mas quem diria que Álex Grimaldo seria considerado um dos mais consistentes na temporada do Benfica. Manteve-se firme defensivamente nos momentos mais difíceis e agigantou-se no ataque, onde está mais confortável, assim que teve oportunidade para tal. A assistência para o primeiro golo foi genial e é mais uma pegada do espanhol, no seu penúltimo jogo com a camisola encarnada.
É «ele»
Há qualquer coisa de especial em ver Alexander Bah a aquecer ao intervalo e saber, assim como a esmagadora maioria dos adeptos presentes sabia, que não seria Aursnes a sair, mesmo sendo ele o lateral direito nesse momento. É «ele», e «ele» nunca poderia sair. Um exemplo de qualidade e polivalência, sem nunca sacrificar uma gota de competência. Não é só o golo, mas a forma como mostrou, em cada ação, que ainda acreditava num resultado melhor.
Dia ingrato
Podia aqui estar Ousmane Diomande, defesa que se estreou a marcar de verde e branco, mas optámos por Ricardo Esgaio. E o ala direito merece a distinção! Não teve influência direta no resultado, mas não foi por falta de tentativa. Mostrou muita qualidade e maior envolvimento ofensivo do que costuma ter, vestindo a pele de criador. Saiu do relvado com a equipa em vantagem e se saiu sem qualquer assistência foi porque os colegas lhe deixaram mal.
Meio assobiado, meio sentado
Ao contrário do que seria expectável, João Mário foi muito pouco assobiado neste regresso a Alvalade. Quando escrevemos «muito pouco» não pense em volume, como se os adeptos do Sporting tivessem perdoado a transferência de 2021, mas sim na frequência dos assobios. O camisola 20 do Benfica, tão influente ao longo da temporada, não apareceu no dérbi. Pouca bola, pouco envolvimento, e não surpreendeu a saída ao intervalo.
Velocidade apática
O que o Rafa deu ao Benfica, ao longo de várias temporadas e incluindo a atual, ninguém lhe tira. Ainda assim, não deixa de ser estranho o facto de não ter conseguido ter qualquer indício de impacto num jogo que durante muito tempo esteve absolutamente talhado para as suas qualidades. Enquanto esteve em campo, as águias só criaram perigo em transição, mas nem assim tiveram qualquer ajuda do seu elemento mais veloz.





