A Colômbia está nas meias-finais da Copa América. Num dia histórico para David Ospina, o guarda-redes do Napoli foi mesmo o herói colombiano, ao defender dois penáltis depois do nulo entre Colômbia e Uruguai no tempo regulamentar, apurando assim a seleção cafetera para as meias-finais da prova.
Não foi um jogo particularmente interessante, mas ainda assim houve várias oportunidades de parte a parte. Só que, nas balizas das duas seleções estiveram dois guarda-redes inspirados e que ficariam até final ligados ao destino do terceiro jogo dos quartos de final da Copa América.
Se a nível de posse de bola a partida foi marcada pelo equilíbrio, o mesmo não aconteceu nos lances junto às balizas adversárias. Nesse aspeto, a seleção do Uruguai esteve pouco em evidência na primeira parte, bem ao contrário da Colômbia, que teve ocasiões claras para abrir o marcador.
Luís Díaz e Luís Muriel estiveram em plano de destaque nesse período, mas aí apareceu o experiente Muslera, superior aos avançados colombianos no momento decisivo. O guarda-redes do Galatasaray acabou mesmo por manter o nulo ao intervalo com uma excelente intervenção muito perto do final da primeira parte.
O segundo tempo já foi mais equilibrado em todos os aspetos, com bola e nas ocasiões de perigo. Ainda assim, voltou a ser a seleção colombiana a entrar melhor, com Zapata muito perto do golo logo no reatar do encontro. Mais em jogo, o Uruguai conseguiu, em alguns períodos, encostar a seleção colombiana no seu reduto, mas a equipa orientada por Reinaldo Rueda voltou a ter a melhor ocasião do segundo tempo, com Muslera novamente a evitar o golo de Zapata.
Na baliza colombiana, Ospina não teve tanto trabalho, mas mostrou estar ligado ao jogo quando foi chamado a intervir depois de uma oportunidade criada pela dupla Suárez e Cavani. Num dia marcante para o guarda-redes do Napoli, que se tornou no jogador com mais internacionalizações pela seleção colombiana, Ospina foi decisivo.
Sem direito a prolongamento (há apenas na final), tudo se decidiu nos penáltis. Ospina defendeu o de Giménez e defendeu também o de Matías Viña, acabando por colocar a Colômbia nas meias-finais da Copa América num dia que o guarda-redes de 32 anos nunca mais vai esquecer.


