Na seleção e - quase de certeza - na competição! A seleção sub-17 portuguesa voltou a entrar em campo, após bater a Espanha (1-2), na primeira jornada. Desta feita contra a Inglaterra, Portugal voltou a vencer (4-1), graças a um bis do inevitável Rodrigo Mora. Na última jornada, até a derrota pode dar para passar; para ter certezas e passar em primeiro, basta um empate. Grupo da morte? Poupem-nos!
Apesar do positivo começo inglês, Portugal mostrou desde cedo ao que veio. Rodrigo Mora, Geovany Quenda, Cardoso Varela, João Simões, Gabriel Silva... Os craques, conhecidos, trataram de acalmar a equipa e de chatear os ingleses, com destaque para os três primeiros mencionados, que foram os mais ativos e irreverentes.
Qualidade à vista de todos
Após algum assédio, o golo surgiu com naturalidade - e qualidade. Rodrigo Mora, inteligente, deixou a bola correr até ajeitar para o remate forte, ainda longe da baliza. Colocado, o tiro não deu hipóteses ao guarda-redes e abriu o marcador.
Contudo, mesmo com mais Portugal, a primeira parte não foi desequilibrada. A Inglaterra, sobretudo pelo flanco direito, incomodou Portugal ao ponto de chegar ao empate. Lance pelo fatídico flanco, Diogo Ferreira - que rubricou uma belíssima exibição, com duas brutais defesas - desviou o cruzamento e Mikey Moore atirou para a baliza desprotegida.

Ainda assim, a partida não ficou muito tempo empatada. O golo inglês surgiu aos 43' e o de Portugal - o segundo - aos 48'. Rodrigo Mora, uma vez mais, apareceu de rompante à entrada da pequena área e encostou para o fundo das redes, rubricando o bis.
Em desvantagem, a Inglaterra viveu o período mais ameaçador. Rondou as imediações da baliza portuguesa e teve oportunidades de reestabelecer a igualdade, mas, caro leitor, o ditado é quem mais ordena.
Quem não marca, sofre
Portugal teve dois lances para dilatar a vantagem e, sem se fazer rogado, aproveitou. Primeiro, em nova arrancada de Cardoso Varela - diabólico pela esquerda, fez um hat-trick de assistências - Rodrigo Mora preferiu saltar em vez de rematar e criou condições para que Gabriel Silva fizesse o terceiro.
Por fim, numa altura de alguma conformação inglesa, Rodrigo Mora, dono de um vasto repertório de recursos técnicos, pensou mais à frente e apareceu isolado, fintou o guarda-redes e serviu Afonso Patrão, recém-entrado que foi a tempo de inscrever o nome na lista de marcadores.
Desta forma, os quartos de final estão ao virar da esquina e, como referido anteriormente, basta um empate para o primeiro lugar. Uma vénia aos jovens portugueses!
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