Esperamos que esta terça-feira não seja o último dia europeu para o andebol português em 2022/23. Benfica e Sporting são as únicas equipas que restam como representantes nacionais além fronteiras, mas a tarefa não se avizinha nada fácil para ambos.
Os dois rivais de Lisboa perderam a primeira mão dos oitavos de final e partem em desvantagem para o jogo decisivo. Mas como referimos no título desta antevisão... há desvantagens e desvantagens. A do Benfica é de 13 (!) golos, a do Sporting 'apenas' três.
Os encarnados, que são os campeões em título desta Liga Europeia, tem uma tarefa praticamente impossível. O Flensburg-Handewitt, da fortíssima Bundesliga, é uma das melhores equipas da Europa e mostrou na Luz que é uma das candidatas a ficar com o troféu que o Benfica venceu na época passada.
Ainda assim, uma vitória na Alemanha não é, de todo, impossível para a equipa de Chema Rodríguez. A acontecer, seria mesmo uma questão de ponto de honra numa tarefa que até o próprio clube acredita que seja «quase impossível» de reverter.

Já a tarefa do Sporting, apesar de também ser bem complexa, é mais acessível do ponto de vista teórico. A derrota (30-27) contra o Bidasoa foi em Espanha, o que significa que as decisões se vão jogar no Pavilhão João Rocha, casa dos leões. Um fator que pode ser decisivo para o desfecho da eliminatória.
A equipa de Ricardo Costa não foi feliz na primeira mão, mas a confiança na passagem é total. Três golos no andebol são absolutamente anuláveis e se o Sporting se mostrar ao melhor nível pode fazer cair o atual quarto classificado da Liga ASOBAL.
Chema Rodríguez em discurso direto
Objetivos: «A ideia é tentar fazer um bom jogo, fizemos um mau jogo em casa e agora recuperar esse resultado (26-39) em Flensburg é quase impossível, essa é a realidade. A ideia é tentar fazer um bom jogo, para que fiquemos contentes com o jogo realizado porque temos pela frente jogos importantes e temos que melhorar animicamente para que possamos estar melhor»
A primeira mão: «Falhou tudo, quando se perde por 13 golos como nós perdemos é porque falhou tudo. Está claro que o SG Flensburg-Handewitt é uma equipa superior, de Champions League, mas creio que não é a diferença real que existe entre as duas equipas. Falhámos na defesa, nos contra-ataques, na finalização, falhou um pouco de tudo. Agora queremos corrigir isto, errar menos, tentar fazer um bom jogo e ganhar»
Ricardo Costa em discurso direto
Desafio: Vamos ter a oportunidade de retificar junto dos nossos adeptos a exibição que fizemos em Espanha, que não foi perfeita, e é isso que queremos. Sabemos que podemos fazer melhor e agora temos de nos concentrar nisso e naquilo que podemos controlar»
Confiança: «Os atletas estão com muita fome de retificar o dissabor do jogo lá. Trabalharam muito e vão fazer já 14 jogos na EHF European League e se o pavilhão vai estar cheio é porque estamos a fazer bem as coisas, porque os adeptos acreditam em nós, que gostam de nos ver jogar e nós queremos que eles sintam que fazem parte deste grupo e que saibam que todos juntos somos mais fortes»







