Depois de uma primeira parte menos conseguida, só um Jude Bellingham de braços abertos - como já nos tem habituado - conseguiu mudar o rumo do encontro e ajudar a Inglaterra a vencer o Panamá por 2-0.
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Foi também de braços abertos que os Three Lions receberam a notícia de que terminaram o Grupo L no primeiro lugar, alimentando ainda mais os fervorosos adeptos britânicos de que, talvez, mesmo com exibições menos dominantes, possa ser desta que «It's coming home».
Pouco sumo
A expectativa em torno do confronto era grande, com ambas as equipas a procurarem a vitória por motivos diferentes. A realidade é que a primeira parte teve pouco sumo. Desde o início, o conjunto inglês assumiu o controlo e a iniciativa do jogo, porém a criatividade para quebrar a teia defensiva do Panamá revelou-se muito reduzida.
Os comandados de Thomas Tuchel aplicaram uma troca de passes rigorosa durante a maior parte dos primeiros 45 minutos, mas não conseguiram desmontar a última linha adversária em nenhuma ocasião. A organização defensiva panamense foi irrepreensível, mas, para isso, acabou por sacrificar por completo o momento ofensivo. Em nenhum momento a Inglaterra se viu em apuros.
O ritmo quebrado e a chuva não permitiam que houvesse espetáculo no relvado, em Nova Jérsia. Nem a pausa para hidratação serviu de catalisador para uma nova vida na partida, seguindo tudo empatado para o intervalo e com um desânimo bem visível nas bancadas.
Uma garra (de leão) nova
O reatar do encontro não fugiu muito ao que se tinha verificado na primeira metade, mas, ao fim de alguns minutos, a Inglaterra conseguiu embalar e encaminhar os três pontos, à boleia de Jude Bellingham. Ao minuto 61, o número 10 venceu um duelo na área do Panamá, após um canto batido por Bukayo Saka, e enviou a bola para o fundo das redes sem a deixar cair no chão - que classe.
Cinco minutos depois, o médio do Real Madrid voltou a estar em destaque: seguiu até à área adversária, temporizou e aplicou um cruzamento teleguiado para Harry Kane. O capitão não foi de modas e ampliou a vantagem com um bom cabeceamento, tornando-se o melhor marcador da Inglaterra em Mundiais.
Daí em diante, o ritmo voltou a quebrar, tendo também sido efetuadas várias substituições nos dois conjuntos. Já para lá do tempo regulamentar, José Fajardo introduziu o esférico na baliza inglesa, para a loucura dos adeptos Canaleros - até os britânicos festejaram o tento -, mas encontrava-se em posição irregular e o golo foi anulado.
Nesse sentido, o Panamá despede-se do Mundial 2026 sem marcar qualquer golo e na última posição do Grupo L. Do outro lado, a Inglaterra já tinha presença garantida na fase a eliminar; ainda assim, ganha agora um novo ímpeto para os próximos desafios do mata-mata.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Jude Bellingham (Inglaterra): mais um grande jogo do jovem médio. Muito ativo no encontro, tendo sido o motor do triunfo inglês. Um golo e uma assistência - não se pode pedir muito mais.
Harry Kane (Inglaterra): um encontro certamente histórico e carregado de emoção para o capitão inglês. Torna-se o melhor marcador da seleção em mundiais - um dia para recordar.
José Fajardo (Panamá): entrou no decorrer do encontro e acabou por introduzir a bola no fundo das redes. Fica com um sabor amargo, porém tem de ficar orgulhoso com a sua exibição cheia de vontade e ambição.
O árbitro
Abdulrahman Al Jassim teve uma participação sólida no encontro, lembrando que o encontro não teve muitos lances passíveis de interpretações diferentes.
Incidentes: O filme do jogo











