As goleadas já não são uma surpresa para esta Atalanta, mas, nestes palcos, têm outro sabor. Os estreantes nesta edição da Liga dos Campeões mostraram, mais uma vez, que não estão para brincadeiras e bateram (4x1) um Valencia debilitado para aproximar-se do top-8 do futebol europeu.
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Parece que andam nisto há muito tempo
Até se podia pensar que esta era a eliminatória menos atraente na teoria. A Atalanta foi a equipa a qualificar-se com menos pontos e o Valência também foi o vencedor de grupo menos poderoso. Só que esta é a Liga dos Campeões, o palco onde todos se transcendem. E a turma de Gasperini já não engana ninguém.
Os primeiros minutos deram um cheirinho do que estava para acontecer e Papu Gómez confirmou-o. Sempre bem apoiado por Ilicic, formam uma das grandes duplas de ataque do futebol atual. Organizados, os italianos apareciam sempre com muitos homens no ataque, mas nunca deixando espaços nas costas para os espanhóis explorarem. A estratégia de três centrais libertava os alas para aparecerem em espaços de finalização.
Não foi, por isso, uma surpresa quando Hateboer apareceu à frente da baliza adversária para abrir a contagem da noite. Primeiro o ala direito marcou, o do lado contrário ameaçou pouco depois. O golo fez bem ao Valencia que acordou para o jogo e foi sacudindo a pressão. Mas, no melhor momento che, Ilicic apontou a primeira obra de arte da partida.
Até dá gosto de ver
É, de facto, impressionante ver esta Atalanta em ação. Numa casa que nem é sua, (jogam as partidas da Liga dos Campeões no Giuseppe Meazza) a equipa mostrou porque tem sido uma das grandes surpresas da Serie A nos últimos dois anos. Freuler gostou do golo do esloveno e quis imitar. Mas conseguiu superar.
Sem sinais de abrandar, foi o ala direito, Hateboer, a voltar a fazer o gosto ao pé e a dar uma vantagem de quatro (!) golos à equipa da casa. Eliminatória praticamente resolvida, pensavam os italianos. Albert Celades não quis acreditar no mesmo e quis dar outro toque ao jogo, por isso lançou Cheryshev para o lugar de Guedes e o russo não demorou muito a justificar a aposta. Um minuto foi o suficiente para reduzir a vantagem.
Gasperini viu um Valencia mais atrevido e quis mais controlo. Passou para uma linha de quatro e recuou as linhas. A equipa acabou por sofrer mais um pouco, com os che a beneficiar de algumas oportunidades para voltar a aproximar-se. Mas a Atalanta mostrou muita maturidade, apesar da estreia nestas andanças.





