O Estádio Cidade de Barcelos recebeu uma partida quase sem história a nível de classificação, mas que fica marcado pela despedida de Vítor Oliveira como técnico do Gil Vicente. O Mestre das subidas, como é conhecido entre os adeptos do futebol, chegou a um clube acabado de subir do Campeonato de Portugal, com um plantel praticamente novo e alcançou o objetivo proposto do clube.
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Esta sexta-feira, no encerrar da Liga, os gilistas empataram a três frente a um Paços de Ferreira também já tranquilo na tabela. Com domínio repartido, as equipas deram um bom espetáculo e fecharam a temporada com uma exibição agradável.
Sem a pressão da classificação
Com a manutenção garantida, Pepa operou várias mudanças no onze e promoveu a estreia de Matchoi Djaló a titular, um regresso à equipa depois de quase um ano, quando foi aposta na primeiras jornadas da Liga. E foi o jovem de 17 anos que acabou por dar nas vistas nos primeiros momentos do jogo, a atuar nas costas de Douglas Tanque.
Com um maior pendor ofensivo, os castores ameaçaram duas vezes antes da verdadeira ocasião. Rúben Fernandes deu demasiado espaço a Maracás e viu o central cabecear para golo, com a bola ainda a embater na barra antes de ultrapassar a linha de golo.

A equipa de Pepa, insatisfeita com um resultado que não representava o domínio do jogo, ainda tinha uma palavra a dizer. Agora com João Amaral como comandante, voltaram à área gilista e logo a matar. Num lance precedido de uma possível mão na bola de Rúben Fernandes, a bola saiu para canto e, num lance de insistência pelo lado esquerdo, Bruno Santos conectou com Douglas Tanque. O ponta de lança atirou a contar e voltou a estabalecer a igualdade.
Pouco tempo depois, novo lance polémico, com Rodrigão a entrar de forma demasiado dura sobre Pedrinho, mas o juiz da partida, que até estava a ter uma partida tranquila, apenas mostrou cartão amarelo. Ânimos mais quentes, mais luta a meio campo e o jogo perdeu o ritmo. O intervalo chegou em boa hora.
Emoção até ao fim
E parece ter resultado, tendo em conta a diferença da qualidade de jogo logo após o recomeço. Cerca de três minutos bastaram para se voltar a festejar golo em Barcelos. Jogada de transição pela esquerda, Tanque serviu Amaral que, ao falhar a bola, deixou-a para o centro da área, onde apareceu a tal surpresa de Pepa, Matchoi Djaló. Com 17 anos, o jovem tornou-se no mais jovem de sempre a marcar ao serviço do Paços de Ferreira na primeira divisão do futebol português.

O ritmo continuou alto, com perigo nas duas balizas. Os dois técnicos refrescaram a equipa numa tentativa de chegar a um golo que significasse os três pontos. Kraev, antes de ser substituído pela última vez com a camisola gilista, ainda ficou perto e depois foi Rúben Ribeiro, na marcação de um livre direto.
O golo acabou por não chegar e ainda deu tempo a Pepa de estrear o segundo guarda-redes na noite, Zé Ribeiro, este em estreia absoluta como sénior. O resultado foi um empate a três a encerrar a página da Liga NOS para ambos os lados.
Matchoi Djaló marcou em Barcelos e tornou-se no mais jovem de sempre a marcar pelo Paços na Liga
— playmakerstats (@playmaker_PT) July 24, 2020
MATCHOI DJALÓ - GIL X PAÇOS - 17 Anos 3 Meses (19/20)
Diogo Jota - Paços x Académica - 18 Anos 5 Meses (14/15)
Christian Irobiso - Paços x Feirense - 18 Anos 8 Meses (11/12) pic.twitter.com/fu8V6IbmZP
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