... O Sporting tremeu, venceu e entrou na final da Allianz Cup'22. Com uma exibição cinzenta, os leões começaram a perder, mas reagiram nos minutos seguintes e acabaram por operar a reviravolta na segunda parte, beneficiando de uma expulsão de Rui Costa que deitou por terra as aspirações açorianas e de um penálti cobrado por Sarabia.
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A formação de Mário Silva, mesmo com poucos momentos de ataque, ganhou esperança com o Lincoln, mas acabou por sucumbir fruto de duas infelicidades: um autogolo e um jogador a menos. A final é no sábado e o detentor do título vai discutir a presente edição com o SL Benfica. Venha esse dérbi!
Subestimar um especialista?
Fazendo uma pequena retrospetiva e olhando para o jogo que culminou na primeira derrota da época para o Sporting em território português percebem-se, desde logo, algumas semelhanças. Foi nos Açores, contra o Santa Clara, com erros cometidos pouco habituais por parte do leão e com um grande Lincoln, imagem essa que se alastrou ao coletivo.
Sporting está na final da Taça da Liga pela 6.ª vez, a 2.ª consecutiva
⚠Os leões chegaram ao jogo decisivo da prova em 4 das 5 últimas épocas pic.twitter.com/4aQUZbWNwc
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Desta vez, não houve Coates e Morita (seleções), Bragança (problemas físicos) e Paulinho (banco). O Santa Clara perdeu classe e ganhou robustez com a entrada de Romão; o Sporting passou a ficar ainda mais musculado com a dupla Palhinha-Ugarte e perdeu uma referência do ataque, optando pela liberdade de Tabata entre os centrais.
Desde logo, como seria expectável mais bola para os leões. As constantes ruturas e mudanças de velocidade de Matheus Nunes fizeram falta no meio-campo, ao contrário do lado esquerdo, que lucrou - como já é habitual - com a agressividade e largura imprimidas por Nuno Santos. Tirando isso, a dificuldade dos leões em ultrapassar a organização insular foi evidente, tanto que só pela asa esquerda é que os indicadores se mostraram positivos.
Uma vez mais, os homens de Amorim mostraram dificuldade para construir algo palpável com a maior percentagem da posse. Não que a sirene estivesse pronta a tocar pelo atrevimento do Santa Clara. A espaços curtinhos, as iniciativas, mesmo tímidas, apareceram, mas o nervosismo de Ricardo Fernandes acabou por se sobressair muito mais.
O que mais uma vez voltou a estar em evidência foi... O pé esquerdo de Lincoln. Num livre perigoso, mesmo ao seu jeito, o brasileiro adocicou a bola e tirou a razão à barreira de dois homens idealizada por Adán: um manual de como não subestimar um especialista.
Ciente de que sofrer primeiro já saiu caro no passado, o Sporting foi fazendo da paciência a sua virtude, procurando, em muitas ocasiões, lançar Tabata entre os centrais. É certo que o camisola 7 tentou assustar, mas o empate chegou por uma corte defeituoso de Villanueva, ele que ia merecendo alguns elogios face à boa compostura demonstrada durante largos minutos. Saiu aliviado o leão que ainda suou com uma bola num dos postes. Como surgiu? Bola parada. Quem cobrou? Lincoln, pois claro.

Expulsão facilitou
O Sporting sabia que era necessário subir os níveis de agressividade. Tanto sabia que entrou decidido a corrigir a passividade do primeiro tempo, procurando explorar um lado direito menos acutilante.
5 golos na época: melhor registo da carreira de Lincoln🔝
⚠O anterior melhor registo de golos de Lincoln numa época tinha sido em 2016, ao serviço do Grêmio - tinha 18 anos pic.twitter.com/wYaoSDMKgu
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As oportunidades iam sendo castradas pelas posições irregulares do ataque verde e branco até ao momento do jogo. Dentro da área, num lance casual Matheus Reis - fica a dúvida se a bola ia na direção da baliza -, Rui Costa colocou o braço à frente e acabou expulso graças à ajuda do VAR. Na cobrança, Sarabia não perdoou.
A missão do Santa Clara não era propriamente fácil - ia ver-se obrigado a proteger a baliza a sete chaves - e passou a hercúlea perante a inferioridade numérica. A verdade é que esse clímax calhou em boa altura para o Sporting, que foi gerindo a vantagem confortavelmente.
Com avançar do tempo, Amorim trouxe maior frescura. Retirou Palhinha e Pote - mais uma noite desinspirada - e colocou Paulinho e Matheus Nunes em campo, oferecendo outras soluções dentro da sua dinâmica de jogo.
Sem grande história para contar a partir daí, tirando uma ou outra defesa de Ricardo Fernandes e um falhanço inacreditável de Paulinho, o Sporting segurou o 2x1 e marcou presença na final da Taça da Liga, onde já se encontra o velho rival.










