A semana passada ficou marcada por um autêntico massacre, com o Bayern a castigar de forma brutal o Barcelona na Liga dos Campeões. Esta começou com mais uma goleada de números pouco vistos nestas fases adiantadas. O Inter de Milão arrasou o Shakhtar, bateu a equipa de Luís Castro por 5x0 e apurou-se para a final da Liga Europa.
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Depois de uma primeira parte equilibrada, o segundo tempo foi verdadeiramente arrasador. Antonio Conte construiu uma verdadeira equipa, capaz de banalizar durante largos minutos o crónico campeão ucraniano. O sonho europeu de Luís Castro e de todo o seu contingente português fica adiado e o especialista Sevilla vai ter de ficar responsável por ter de parar este Inter.
Lautaro no sítio certo
Sem mudarem quase nada nas duas equipas, Antonio Conte e Luís Castro tentaram que Inter e Shakhtar fossem iguais a si próprios na meia-final da Liga Europa. Não se pode dizer que qualquer uma das equipas tenha deslumbrado, mas poucas dúvidas restam que a identidade e a forma de jogar estiveram sempre lá na primeira parte.
O Shakhtar teve sempre mais bola e não se pode dizer que não a tenha tratado bem. As dinâmicas entre jogo interior e jogo exterior e o futebol entusiasmante de Marcos Antônio invadiram o relvado de Düsseldorf, mas do outro lado o Inter apresentava-se confiante, muito bem organizado e com ideias claras de como castigar o adversário: controlo a meio e objetividade na procura da dupla Lautaro-Lukaku.

Durante os primeiros 45 minutos a dupla de centrais de Luís Castro teve o mérito de saber anular o talento, a força e a explosão da referência belga. Mas quando foi preciso parar o outro elemento...Claro que o primeiro golo teve muito mérito do Inter, desde logo pelo cruzamento de Barella, que levava a direção certa, e, sobretudo, pelo cabeceamento de Lautaro, que saiu perfeito. Mas o erro de Pyatov, no início da construção, ajudou e muito ao desequilíbrio criado, até porque era tudo o que o Shakhtar sabia que não podia fazer.
Os ucranianos não reagiram nada mal, diga-se. Impediram o Inter de capitalizar o golo - apenas Barella criou perigo -, controlaram o jogo no meio-campo contrário, mostraram o seu futebol e ainda estiveram perto do empate numa ocasião, por Marlos. Mas não deu mesmo para mais, até porque a organização do adversário permitia só os avanços até um certo ponto.
Golo atrás de golo
Se antes do intervalo a equipa de Luís Castro ainda conseguiu alguns momentos de superioridade no meio-campo contrário, os segundos 45 minutos foram uma autêntica aula tática. O Inter foi dono e senhor da partida e nem mesmo as boas intenções dos ucranianos permitiram outra coisa que não o aumentar do score e a confirmação do segundo finalista. Ainda assim, tudo podia ter sido um bocadinho diferente se Moraes tivesse cabeceado melhor a bola.
A partir daí, foi um rolo compressor, mesmo! Não houve tempo para respirar e os golos surgiram com uma naturalidade impressionante. D´Ambrosio foi o primeiro a encaminhar a primeira final europeia do Inter em 10 anos. Mais alto do que todos os adversários, o lateral deu à sua equipa a tranquilidade que ela precisava. E o Shakhtar...acabou.
O terceiro ainda demorou 10 minutos, mas foi preciso só mais um erro na primeira fase de construção do Shakhtar para Lautaro fazer das suas. Recuperação adiantada, assistência de Lukaku e o argentino, com toda a classe, a colocar a redondinha no canto inferior esquerdo da baliza de Pyatov.
Os números já eram desequilibrados, castigadores para Luís Castro e companhia. Mas o Inter neste momento não está para abrandar e os golos só pararam no apito final. Primeiro, Lukaku aproveitou uma assistência deliciosa de Lautaro para chegar ao quarto e, pouco depois, levou tudo à frente, arrancou para a baliza, bateu em velocidade de forma clara Khocholava, o seu oponente direto, e finalizou no duelo particular com Pyatov.
Para descanso do Shakhtar o árbitro nem sequer deu um segundo a mais de compensação, terminando com a partida ao minuto 90. Tendo em conta a qualidade de jogo, as opções que saíram do banco e a fome de querer sempre mais, este candidato ao título era mesmo capaz de aumentar ainda mais a diferença. Que final podemos esperar!











