Farense e Feirense. O duelo era um autêntico trava-línguas e as equipas acabaram mesmo por ficar bloqueadas na hora de visar as balizas contrárias. Isso ajuda a explicar o nulo no São Luís, num jogo com sinal mais do lado algarvio, mas que até podia ter caído para o lado da equipa de Santa Maria da Feira.
Veja Também
No fundo, era o que se esperava. O Farense é das equipas mais competentes da II Liga a jogar em casa, enquanto o Feirense dá-se bem fora de portas. Num São Luís bem composto, a equipa de Vasco Faísca esteve quase sempre por cima do encontro, mas acabou por ser travada por uma organização fogaceira acima da média.
Com Arthur (homem do jogo) a travar as iniciativas que chegavam à baliza do Feirense e os centrais a realizarem uma boa exibição, os avançados do Farense acabaram por sair muito por baixo. Isso ajuda a explicar as mexidas de Vasco Faísca na segunda parte, quando tentou agitar o jogo.
No entanto, as alterações de pouco resultaram. Foi Marco Matias, que já tinha sido dos melhores na primeira parte, o elemento mais perigoso na fase derradeira do encontro, mesmo sem que Arthur passasse por grandes calafrios na baliza do Feirense.
Na área contrária, Ricardo Velho teve início de tarde mais tranquilo, mas ainda passou por um susto quando Paredes atirou ao lado a melhor ocasião do Feirense em toda a partida. Até final, Bandarra ainda deixou o Farense reduziu a dez por duplo amarelo, mas nem aí o jogo ganhou um rumo diferente. Havia pouco tempo, pelo que as duas equipas acabaram por se contentar com um nulo que assenta bem às poucas ocasiões que os dois conjuntos conseguiram criar.





